sexta-feira, 4 de março de 2016

Paróquia paulistana acolhe refugiados de todo o mundo

São haitianos, sul-americanos, africanos e árabes que trazem na bagagem histórias de sofrimento, perseguição e angústia. Em solo brasileiro, buscam pelo sonho de uma nova vida, de conseguirem um emprego, de constituírem uma família, ou de, ao menos, viverem em paz. Com o auxílio de três padres da ordem dos scalabrinianos, e outros muitos colaboradores e voluntários, esses migrantes tentam um recomeço de forma digna.

Esse trabalho desenvolvido pela Missão Paz acolhe imigrantes de diversas nacionalidades, sem nenhuma forma de distinção, desde o fim da Primeira Guerra Mundial. Cerca de 110 leitos são disponibilizados pela Casa do Migrante, além de refeições e local para banho. Só nos primeiros cinco meses do ano, mais de 2.500 pessoas passaram pelo espaço.
Foto de: Allan Ribeiro / JS
Missão Paz_2 - Allan Ribeiro JS
Haitianos passam por palestram intercultural antes
de serem encaminhados aos empregadores
O índice elevado acompanha o movimento migratório em todo o país ao longo dos anos. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), com base em dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), o número de solicitações de refúgio no Brasil cresceu de 566 em 2010 para 12 mil no ano passado. A professora de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Cláudia Alvarenga Morconi explica que o aumento expressivo de imigrantes nos últimos anos, diz respeito aos fluxos oriundos principalmente da Síria e do Haiti.
Nos braços do diretor da Casa do Migrante, padre Antenor Dalla Vecchia, que muitos dos acolhidos encontram amparo. Ele ressalta que a Missão tem um papel importante, pois dá a esses povos a possibilidade de vislumbrarem um novo horizonte, tanto do ponto de vista de documentação como o de terem quem os escutem.
“Acredito que é a oportunidade que nós temos como nação, sociedade civil e Igreja, de dar um passo a mais, percebendo que essas pessoas não são ameaças, pelo contrário, são pessoas que vem para somar, acrescentar a essa sociedade que já é constituída pelas mais diversas nacionalidades do mundo”, salienta o sacerdote que ainda ressalta que a Igreja deve ser a primeira a se abrir a essa realidade.
O nigeriano Ejime Matthew Aciholor, de 30 anos, veio ao Brasil em busca de paz. Como refugiado há quatro meses, ele conta que vivia uma vida normal, como bancário, no estado de Delta, ao sul do país. Mas, com a perseguição aos cristãos pelo grupo radical islâmico Boko Haram, Ejime viu como única alternativa abandonar suas raízes.
“Meu objetivo é ter uma vida calma aqui. Gosto muito do Brasil e quero viver aqui o resto da vida. O país é muito calmo e pode-se viver normal”, afirma otimista o nigeriano. Hoje o migrante passa por cursos para apreender português e assiste a palestras para se inserir no mercado de trabalho.
Semanalmente, voluntários lecionam língua portuguesa e ministram palestras interculturais em francês, espanhol e inglês. Como exigência para concorrer a uma vaga de emprego, os frequentadores do centro de apoio no Glicério, devem participar dessas atividades.

Essa é uma maneira de, aos poucos, inseri-los na sociedade brasileira, ensinando-os hábitos e costumes sociais. Muitos saem de seu país de origem com a perspectiva de que o Brasil é uma nação acolhedora e miscigenada, mas, ao chegarem, deparam-se com uma população preconceituosa. “Temos percebido algumas reações muito negativas, de xenofobismo, de preconceito, de resistências, como que rotulando essas pessoas de forma muito negativa”, diz o padre. 
Foto de: Allan Ribeiro / JS
Missão Paz_3 - Allan Ribeiro JS
Professores voluntários lecionam língua portuguesa
aos migrantes, visando à inserção desses estrangeiros
no mercado de trabalho
Em plena crise que o país atravessa, encontrar um emprego se torna um drama maior aos imigrantes. Depois do terremoto que assolou o Haiti, em 2010, Luckson Honorat, de 29 anos, buscou auxílio em São Paulo (SP). Encontrar novas oportunidades de trabalhar e aprender uma nova profissão foram os motivos que o trouxeram. Mas, ao chegar ao Brasil, percebeu uma realidade distinta. 
“É muito difícil achar trabalho e estudar, mas eu gostaria de voltar a estudar. No Haiti, estudava informática e aqui trabalho como pedreiro. Espero poder estudar, aprender coisas novas. Pretendo juntar dinheiro para voltar ao Haiti. Apesar de amar muito o Brasil, acho que esse é um país muito difícil. Além disso, há alguns brasileiros, não todos, que não respeitam os povos que vêm para trabalhar, para ajudar o país a crescer” desabafou o imigrante.
Os estrangeiros que passam pela casa conseguem emprego principalmente em setores como hotelaria, gastronomia, construção civil e serviços gerais. Muito além do dinheiro que precisam para as necessidades básicas de sobrevivência aqui, eles encaminham remessas aos familiares que ficaram na terra natal.
Os empresários que se interessam por contratar a mão de obra imigrante formalmente realizam uma capacitação. Os contratantes são sensibilizados sobre as principais dificuldades enfrentadas por esse povo, além da importância de um salário digno. Outro aspecto ressaltado às empresas é a questão da oferta de moradia provisória, tendo em vista que os refugiados não possuem fiador para alugarem um imóvel no país.
Além do eixo trabalho, o local se dedica a outras atividades. Os abrigados passam por atendimento religioso, psicológico, médico, odontológico e social. Eles recebem orientação de como conseguirem a emissão de visto, refúgio, carteira de trabalho, são informados sobre os direitos trabalhistas que possuem, entre outros aspectos. Os filhos dos migrantes também são matriculados na rede de ensino.
Fonte: A12.com

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Papa fala no Congresso dos EUA e pede fim de hostilidade aos imigrantes

Pontífice também pediu a abolição global da pena de morte.
Ele ainda falou de fundamentalismo religioso e mudança climática.



O Papa Francisco realizou em setembro de 2015, o primeiro discurso de um papa no Congresso dos Estados Unidos, como parte de sua agenda durante sua primeira visita ao país. Em seu discurso, o Papa pediu o fim da "mentalidade de hostilidade" contra os imigrantes, falou sobre o fundamentalismo religioso, a necessidade de proteger as pessoas mais vulneráveis e a luta pela igualdade na sociedade norte-americana.
O pontífice também voltou a tocar no tema da mudança climática, que divide republicanos e democratas nos EUA. Para ele, o Congresso dos EUA tem um importante papel a cumprir na luta contra os danos ambientais causados pela atividade humana, e pediu "ações valentes" neste sentido. “Estou convencido de que podemos fazer a diferença e não tenho nenhuma dúvida de que os EUA e este Congresso devem ter um papel importante”.
Em outro assunto polêmico, o Papa pediu a abolição global da pena de morte. "Estou convencido de que este é o melhor modo, já que toda vida é sagrada", disse. Em referência ao aborto e à eutanásia, ele afirmou que a humidade deve “proteger e defender a vida humana em todos os estágios de seu desenvolvimento.”
Francisco se disse ainda preocupado com o futuro dos casamentos e famílias, visto que “relações fundamentais estão sendo questionadas”.

"A família foi essencial para construir esse país. E merece todo nosso apoio e encorajamento. Mesmo assim, não oculto minhas preocupações quanto à família, que está ameaçada, talvez como nunca antes, do lado de dentro e do lado de fora", afirmou.

O pontífice iniciou seu discurso falando diretamente aos parlamentares, sobre seu dever em defender e preservar a dignidade da população, e estimular o crescimento de todos os membros da sociedade, principalmente aqueles mais vulneráveis.
"Eu gostaria não apenas de falar com vocês parlamentares, mas através de vocês, com toda a população dos EUA. Queria esta oportunidade para dialogar com milhares de mulheres e homens. Eles não estão apenas pagando seus impostos, mas em seu próprio modo sustentam a vida em sociedade", disse Francisco.
Ele pediu que o Congresso dê esperança para as pessoas que estão “presas no ciclo da pobreza”.
Imigração

Após falar sobre o tema da imigração em outras ocasiões durante sua visira aos EUA, o Papa tocou novamente no assunto, lembrando que ele é filho de imigrantes, assim como alguns dos presentes no Congresso. "Não devemos repetir os pecados e os erros do passado. Devemos resolver viver agora de maneira tão nobre e justa quanto possível, enquanto educamos novas gerações."
Desabriados
Mais tarde, durante visita à igreja de Saint Patrick, o Papa evocou o problema da falta de moradia. Ele lembrou a passagem bíblica que mostra a sagrada família também não tinha abrigo quando Maria estava prestes a dar à luz. “Como o filho de Deus não tem casa?, se perguntava José. Como José vocês podem se perguntar porque estamos sem casa?”, observou. Ele fez um apelo aos católicos para abrirem o coração.
Temas polêmicos 
No encontro com os bispos, o Papa disse que os crimes de abuso sexual de menores pelos clérigos não devem se repetir jamais. "Eu sei o quanto os fez sofrer o ferimento dos últimos anos, e tenho acompanhado de perto seu generoso esforço para curar as vítimas, consciente de que, quando curamos, também somos curados, e por continuar a trabalhar para garantir que esses crimes não se repitam mais", disse.
Francisco adotou medidas severas contra a pedofilia, mas, nos Estados Unidos, sua decisão de não se reunir com vítimas de abuso sexual decepcionou muitos seguidores.
Fonte: Agência France Presse.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Vaticano recebe primeira família de refugiados sírios

Pai, mãe e dois filhos de Damasco, na Síria, foram acolhidos pela Igreja.
Eles serão assistidos pela Paróquia de Santa Ana.




Em resposta a um pedido do Papa Francisco para que todas as paróquias católicas recebessem refugiados, a Cidade do Vaticano informou que recebeu uma família que fugiu da guerra na Síria.

A família -pai, mãe e seus dois filhos, vieram de Damasco e são católicos da Igreja Greco-Católica Melquita, uma igreja cristã com laços próximos à Igreja Católica Romana.
O Vaticano informou em nota que a família, que não foi identificada, chegou à Itália em setembro, o mês em que o Papa Francisco fez seu apelo para que paróquias europeias abrissem suas portas para refugiados.
"De acordo com a lei, pelos seis primeiros meses após o pedido de asilo, aqueles que buscam proteção internacional não podem trabalhar. Durante este momento, eles serão ajudados e acompanhados pela Paróquia de Santa Ana", acrescentou o Vaticano.
Centenas de milhares de pessoas, em maioria fugindo da guerra e pobreza no Oriente Médio e África, fugiram para a Europa nesta ano, em um fluxo que a União Europeia sofre para conseguir absorver.
Fonte: G1.com

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Papa Francisco sairia disfarçado à noite para dar esmolas

São Paulo – De dia, Papa Francisco em suas tradicionais vestes brancas, reconhecido por todos os fiéis. Ao cair da noite, Jorge Bergoglio em roupas prosaicas, percorrendo anonimamente as ruas do Vaticano para dar esmolas aos pobres.


Pode parecer ficção, mas é isso que se está especulando em Roma depois de uma recente entrevista do arcebispo Konrad Krajewski. Ele deu a entender que o Papa estaria se unindo a ele nessas frequentes caminhadas noturnas.
Ao The Huffington Post, uma fonte de Roma disse que a guarda suíça confirmou que o papa saía à noite, com roupas de uma padre comum, se encontrar com homens e mulheres sem-teto.

Krajewski disse na entrevista que, ao contar a Francisco que saía à noite para se encontrar com desabrigados, havia o risco frequente dele querer ir junto. Quando os repórteres lhe perguntaram se o Papa já tinha ido com ele, apenas sorriu e disse “Próxima questão, por favor”.
Força do hábito
O ato de sair à noite e se juntar aos pobres era constante quando o Papa ainda era um cardeal em Buenos Aires. Bergoglio se sentava com eles nas ruas e compartilhava a comida que levava.
Francisco, segundo Krajewski, lhe disse uma vez: “Você pode vender sua mesa de trabalho. Você não precisa dela. Você precisa sair do Vaticano. Não espere as pessoas virem bater à porta. Saia e procure pelos pobres”.
Há histórias semelhantes com outros papas. O Papa João 13 saía pelas ruas de Roma para apreciar a paisagem à noite. O Papa Pio 12, durante a Segunda Guerra Mundial, se vestia de franciscano e ajudava judeus sem-teto em Roma.

Fonte: Revista Exame 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O Chamado - Família, Testemunho, Sacerdote e Oração



Esse garotinho é o João Elias, uma criança de apenas 03 anos, ele é da Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso em Cruz das Almas - BA. João é Afilhado do Pe. Gil Peixinho, nosso Reitor do Seminário São João Maria Vianney. João Elias, desde que aprendeu a falar diz sempre a todos " quero ser padre !". Pode ser que no futuro ele não seja sacerdote, mas isso somente a Deus depende, pois o chamado é obra Dele. Mas uma coisa é certíssima João Elias será no futuro um homem de uma fé viva e forte no Senhor e na Sua Igreja, por dois caros motivos : 1- O testemunho de sua família, pois além de uma educação católica e recebe também o testemunho família de ser de Deus e somente de Deus, 2- O testemunho de sacerdotes, a exemplo de seu padrinho o Pe. Gil, que transmite ao João Elias o autêntico amor de Cristo Jesus, nosso Salvador ! Louvado seja Deus por nossas ‪#‎FAMÍLIAS‬ e por nossos ‪#‎SACERDOTES‬ ! Que Nossas Famílias sejam cada vez mais templos vivos do amor e da paz do Senhor. E que nossos Sacerdotes fecundem cada vez mais os corações das Crianças e dos Jovens com a FÉ em Jesus, nosso Bom Pastor.


Fonte: Seminário Central / Salvador - BA

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Diferença entre Festa, Memória e Solenidade

Nos dias litúrgicos, em primeiro lugar está o domingo, depois vem as solenidades, seguida das festas, das memórias obrigatórias, memórias facultativas e férias.

Domingo = tem a precedência sobre todos os domingos por ser o Dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia, por excelência da Eucaristia.

Solenidades = a Igreja soleniza determinadas datas ou acontecimentos (como a da Assunção) porque estes acontecimentos têm uma estreitíssima ligação com o Mistério Pascal de Jesus Cristo. É o caso da Páscoa, do
Natal, do nascimento de João Batista....

Festas = São acontecimentos importantes para a Igreja, que merecem um destaque especial, como é o caso das festas dos apóstolos e outros santos que, na Igreja Católica, seu exemplo, merecem ser seguidos por todos.

Memórias = as memórias obrigatórias recordam santos ou santas que marcaram a vida da Igreja de algum modo, como é o caso, no dia de hoje, São Pio X. As memórias facultativas, por sua vez, recordam santos e santas que tiveram uma importância para uma determinada região ou mesmo para uma congregação, por isso, não é obrigatório fazer a celebração da missa ou da Liturgia das Horas em sua memória.
Férias = são aqueles dias da semana que não têm nenhuma indicação especial das comemorações acima mencionadas.

Fonte: Prestservi.com.br

Pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos

WALSINGHAM - Em um acontecimento pouco comum na  Igreja  Católica, pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos....