sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Mais de 1000 freiras estão se passando por prostitutas para resgatar vítimas do tráfico humano




A rede internacional Talitha Kum reúne cerca de 1.100 religiosas que atuam em 80 países para combater o tráfico humano e a escravidão.






O grupo, que foi criado em 2004 pelo banqueiro e filantropo John Studzinski, calcula que 1% da população mundial é traficada de alguma forma. Estamos falando de 73 milhões de pessoas, ou seja, o equivalente à soma da população inteira da Argentina, do Uruguai, do Paraguai, do Chile e da Bolívia (ou, no Brasil, dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná, os cinco mais populosos depois de São Paulo).
70% das pessoas traficadas no mundo são mulheres – metade delas, com 16 anos ou menos.

John Studzinski é vice-presidente do banco de investimento norte-americano The Blackstone Group. À Conferência das Mulheres, ele detalhou casos de tráfico e escravidão como o de uma mulher forçada à prostituição que foi mantida presa durante uma semana sem comida e obrigada a comer as próprias fezes por ter-se recusado a continuar mantendo relações sexuais com uma meta diária de 12 “clientes”.

Studzinski explicou ainda que as freiras que fazem parte da rede se vestem como prostitutas e se infiltram em bordéis, além de agirem também no combate a esquemas de venda de crianças escravas na África, Filipinas, Brasil e Índia.

“Essas irmãs não confiam em ninguém. Elas não confiam nos governos, não confiam nas corporações, não confiam na polícia local e, em alguns casos, não podem confiar nem no clero masculino”, afirma o filantropo.

Talitha Kum significa “Menina, levante-se”, em aramaico. A frase foi pronunciada pelo próprio Jesus Cristo ao ressuscitar uma menina de 12 anos de idade, filha de Jairo, um dos chefes de uma sinagoga (cf. Mc 5, 41).

Fonte: Aleteia

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Madre Paulina - História e Peregrinação


SANTA PAULINA - UMA SANTA PARA O NOSSO TEMPO
Nascida no dia 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, norte da Itália recebeu o nome de Amábile Lúcia Visintainer. Era a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer.
Imigrante italiana radicada no Brasil desde os nove anos de idade, Santa Paulina adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos.
Imigrou para o Brasil, juntamente com seus pais, seus irmãos e outras famílias da região Trentina, no ano de 1875, estabelecendo-se na localidade de Vígolo - Nova Trento - Santa Catarina - Brasil. Em 1887 faleceu sua mãe e Amábile cuidou da família até o pai contrair novo casamento. Desde pequena ajudava na Paróquia de Nova Trento, especificamente na Capela de Vígolo, como paroquiana engajada na vida pastoral e social.
Aos 12 de julho de 1890 com sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Angela Viviani, em fase terminal de câncer, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela mais uma entusiasta de ideal: Teresa Anna Maule.
Em 1894 o trio fundacional da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição transferiu-se para a cidade de Nova Trento. Receberam em doação o terreno e a casa de madeira dos generosos benfeitores: João Valle e Francisco Sgrott, hoje um centro de encontros.





A itinerância missionária
Em 1903, Santa Paulina foi eleita, pelas Irmãs, superiora geral, por toda a vida. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, filhas de ex-escravos e pobres no Ipiranga, em São Paulo - SP. Recebeu apoio do pe. Luiz Maria Rossi e ajuda de benfeitores em especial do conde Dr. José Vicente de Azevedo.
Em 1909, a Congregação cresce nos estados de Santa Catarina e São Paulo. As Irmãs assumem a missão evangelizadora na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs.
Nesse mesmo ano, Santa Paulina é deposta do cargo de Superiora Geral pela autoridade eclesiástica e enviada para Bragança Paulista, a fim de cuidar doentes e asilados, onde testemunha humildade heróica e amor ao Reino de Deus. Compreendendo que a obra é de Deus e não sua, ela se submete humildemente e permanece por 09 anos naquela missão.
Em 1918, Santa Paulina é chamada a viver na sede Geral da Congregação, onde testemunha uma vida de santidade e ajuda na elaboração da História da Congregação e no resgate do Carisma fundante. Acompanha e abençoa as Irmãs que partem em missão para novas fundações. Alegra-se com as que são enviadas aos povos indígenas em Mato Grosso, em 1934. Rejubila-se com o Decreto de Louvor dado pelo Papa Pio XI, em 1933, à Congregação.
Santa Paulina morre aos 76 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade; pois viveu em grau heróico as virtudes de FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE e demais virtudes.




Processos de Beatificação e Canonização
Para a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a comemoração dos 10 anos de Canonização (em 2012) faz recordar todo o processo de beatificação e canonização de Santa Paulina. O primeiro milagre foi registrado em Imbituba (SC), no qual foi reconhecida a cura instantânea, perfeita e duradoura de Eluíza Rosa de Souza, que possuía uma doença complexa: a morte intra-uterina do feto e sua retenção por alguns meses; extração com instrumentos e revisão do útero, seguida de grande hemorragia e choque irreversível. O caso foi discutido e, posteriormente, o Santo Padre ratificou em decreto aprovando as conclusões da Congregação para as Causas dos Santos.
Já o segundo milagre comprovado ocorreu com a menina Iza Bruna Vieira de Souza, de Rio Branco (AC). Ela nasceu com má formação cerebral, diagnosticada como “meningoencefalocele occipital de grande porte”. No 5º dia de vida, foi submetida, embora anêmica, a uma cirurgia e, depois de 24 horas, apresentou crises convulsivas e parada cardiorrespiratória. A avó da menina, Zaira Darub de Oliveira rezou à Madre Paulina durante toda a gestação da filha e também durante o período no Hospital. A menina Iza Bruna foi batizada no próprio Hospital, dentro do balão de oxigênio, e logo se recuperou. A cura foi atestada pelo Santo Padre e, no dia 19 de maio de 2002, o Papa João Paulo II canonizou Santa Paulina, reconhecendo suas virtudes em grau heróico: humildade, caridade, fé, simplicidade, vida de oração, entre outras. 


Histórico de Santa Paulina
16 de dezembro de 1865 – Nasce Amábile Lúcia Visintainer, filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer, em Vigolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, Itália.
Outubro de 1875 – Amábile e seus pais chegam a Santa Catarina, no Brasil, junto com a primeira leva de imigrantes para este Estado.





12 de Julho de 1890 – Amábile funda a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, em Vígolo, Nova Trento (SC).
07 de dezembro de 1895 – Amábile faz seus votos religiosos e passa a ser conhecida como Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a Madre Paulina.


02 de fevereiro de 1903 – Madre Paulina transfere-se para São Paulo, onde inicia a obra da “Sagrada Família”, ajudando filhos de ex-escravos e idosos no bairro Ipiranga.
29 de agosto de 1909 – Madre Paulina acaba deposta de seu cargo de superiora geral, sendo transferida para Bragança Paulista.


Setembro de 1909 – Em Bragança Paulista, a Madre Paulina trabalha como lavadeira, faxineira e enfermeira, cuidando de doentes e inválidos.
1918 – Madre Paulina retorna para São Paulo.


19 de maio de 1933 – Recebe o Decreto de louvor de sua obra, concedido pelo Papa Pio XI.
18 de março de 1938 – O braço direito da Madre, que era diabética, é amputado.



09 de julho de 1942 – Madre Paulina morre, aos 76 anos.
23 de setembro de 1966 – Eluíza Rosa de Souza (Imbituba-SC) sobrevive a uma hemorragia interna e choque irreversível. Em seu peito foi colocado um pedaço de roupa de Madre Paulina e ela foi curada.
18 de outubro de 1991 – Madre Paulina é Beatificada, em Florianópolis, por João Paulo II.
5 de junho de 1992 – Iza Bruna Vieira de Souza nasce com um tumor da cabeça. Operada, sofre convulsões cerebrais e, aparentemente, sem chance de sobreviver. A avó coloca um retrato de Madre Paulina perto da menina. Em 24 horas, depois de ser batizada, a menina recupera a saúde.
19 de maio de 2002 – Madre Paulina é Canonizada, na Praça de São Pedro, e passa a ser chamada de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus. 


Fonte: Santuário Santa Paulina e créditos das Fotos Pedro Neto

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

1ª Eucaristia - Sua importância



Eucaristia significa reconhecimento, ação de graças, em grego, é uma celebração da Igreja Católica, para lembrar da morte e ressurreição de Jesus Cristo, é também chamada de comunhão.




Para receber a eucaristia, é necessário fazer a catequese, que são encontros onde as pessoas aprendem sobre Deus, a Bíblia, uma reflexão sobre o catolicismo. Após a catequese, aí sim o indivíduo está preparado para fazer a primeira comunhão, que geralmente é feita com 7 anos de idade, o que não impede que outras pessoas se convertam ao cristianismos, e façam depois. A eucaristia é um dos sete sacramentos, que é quando as pessoas recebem a hóstia, o símbolo do corpo de Cristo em cada um que faz a comunhão.
A eucaristia é o próprio sacrifício do corpo e do sangue de Jesus, é o banquete de Deus, onde ele reparte o pão e o vinho, representado pela hóstia, e relembrando o momento que Jesus o fez, com seus apóstolos, e cada indivíduo tem o direito de fazer a comunhão. Antes da comunhão, as pessoas têm que estar livres dos seus pecados, fazendo a confissão para um padre.
O significado da eucaristia é receber a hóstia como o corpo de Cristo que ele ofereceu na cruz, e o vinho é seu sangue derramado para remissão da humanidade. A transubstanciação ocorre durante a eucaristia, ou seja, existe uma mudança de substância, e o pão se transforma no corpo de Cristo e o vinho no sangue de Cristo.




Eucaristia na Bíblia

Segundo os textos no Novo Testamento, eucaristia é o rito cultual (sacramento e sacrifício) instituído por Jesus Cristo na última ceia no qual Ele mesmo se oferece a Deus e se comunga o Seu corpo e sangue em que se converteram substancialmente as espécies pão e vinho. Neste rito sacramental comemora-se a paixão e morte de Jesus.
No Novo Testamento este rito era realizado no contexto de uma refeição comunitária (ágape), mas cedo se converteu num rito independente unido à pregação do evangelho. A Eucaristia apresenta analogia com a refeição pascal dos Judeus, devido ao fato de a última ceia ter sido celebrada segundo o rito judaico da Páscoa.
A dupla afirmação "isto é o meu corpo" e "isto é o meu sangue" e a separação dos elementos da vida (corpo e sangue representados no pão e vinho) simbolizam e atualizam (de acordo com Marcos 14,24) a morte de Cristo como vítima: o corpo que é imolado e o sangue que é derramado, em clara referência ao sacrifício do Calvário.
Em Inácio de Antioquia (no ano 110), o rito recebe pela primeira vez o nome Eucaristia e afirma-se como o centro do culto que os cristãos praticam juntamente com a leitura de textos sagrados.

Fonte: Catequisar



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Papa almoça com refugiados sírios no Vaticano

Francisco recebeu desenhos das crianças.
Em troca, pontífice entregou alguns brinquedos.



O papa Francisco convidou 21 refugiados sírios, que foram levados à Itália depois que ele os visitou na Ilha de Lesbos, na Grécia, em abril, para um almoço em sua residência no Vaticano, a Casa Santa Marta.

De acordo com o novo porta-voz do Vaticano, Greg Burke, os convidados foram famílias que recebem assistência da Comunidade Santo Egídio, em Roma. O pontífice almoçou com o grupo e conversou sobre "o início da nova vida na Itália".
Em agradecimento, Francisco recebeu desenhos feitos pelas crianças, e elas receberam dele alguns brinquedos.

No encontro, também estiveram presentes o substituto da Secretaria de Estado, o arcebispo Angelo Becciu, o fundador da Comunidade Santo Egídio, Andrea Riccardi, o comandante do corpo da Gendarmaria, Domenico Giani, e dois gendarmes que colaboraram na mudança das famílias de Lesbos à Itália.
Fonte: G1.com

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Cardeal espanhol conta como entrou em prostíbulo para resgatar uma escrava sexual

“Entrei de batina, pedi uma cerveja e disse que não ia embora sem ela e seu passaporte”
A agência de televisão Rome Reports veiculou nesta quinta-feira uma entrevista com o recém-nomeado cardeal espanhol Carlos Osoro, arcebispo de Madri, na qual ele conta como resgatou, alguns anos atrás, uma mulher que estava sendo obrigada a se prostituir.

“Na saída de um hospital, uma moça com sotaque latino-americano me viu de batina de bispo e me disse: ‘Padrecito, me atenda, por favor’. Ela me contou que estava trabalhando num clube noturno e que tinham retido o passaporte dela”.
O arcebispo respondeu:
“Me diga o lugar. Eu apareço lá quando terminar o trabalho desta tarde e vou buscar você. Eu mesmo tiro você de lá”.
E lá foi ele, até o prostíbulo.
“Fui vestido com a batina de bispo. Foi assim que eu entrei. No início houve um silêncio absoluto e imenso no local, que não era precisamente um lugar de oração, e perguntei pela moça”.
A jovem, disseram-lhe, estava trabalhando naquele momento. Então “pedi uma cerveja e esperei que ela descesse, num silêncio que era de gelo”. Algum tempo depois, “a moça desceu e eu pedi que me entregassem o passaporte dela”. O arcebispo precisou assegurar “que não faria nenhuma denúncia”, mas insistiu, prioritariamente, em “conseguir o passaporte dela. Depois de um tempo, eles me jogaram o passaporte”.
Até hoje, o recém-nomeado cardeal mantém comunicação por escrito com a mulher, que “vive uma vida sadia, uma vida de família extraordinária”.
Fonte: Aleteia

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Nunca é tarde: aos 101, brasileira recebe a Primeira Comunhão


Rio de Janeiro, Setembro de 2016 - Dona Penha, uma senhora de 101 anos, viveu um momento único em sua vida, em Santo Antônio de Pádua (RJ). Ela recebeu a Primeira Comunhão em uma missa celebrada na capela do asilo Nossa Senhora do Carmo. Para os que presenciaram o fato, tratou-se de um grande testemunho do amor de Deus.
“Foi um momento muito bonito e nos mostrou que nunca é tarde para receber a Eucaristia, que para quem busca Deus não há tempo ou vergonha que possa impedir”, declarou a auxiliar administrativa da instituição, Josiane Ribeiro, e afirmou que ocasiões como esta ajudam a “reafirmar a fé”.
Josiane contou  que Dona Penha chegou há cerca de um ano ao asilo administrado pelas Irmãs da Associação Nossa Senhora do Rosário de Fátima. No local, há uma capela na qual são celebradas Missas durante a semana.
“A Dona Penha começou a acompanhar as outras senhoras e um dia pediu para se confessar. O Padre Domingos Sávio Silva Ferreira, então, percebeu que ela ainda não tinha recebido a Comunhão e pediu para as irmãs a prepararem para receber o sacramento”, lembrou Josiane.
Segundo a funcionária da instituição, após essa preparação, Dona Penha comungou pela primeira vez e quem a acompanhou pôde ver que “isso era realmente o que ela queria”. “Mesmo aos 101 anos, ela é muito lúcida, preparou-se e recebeu a Primeira Eucaristia de coração”.
Para Josiane, esse episódio foi um testemunho não só para as pessoas que convivem com Dona Penha no asilo, mas também para tantas outras que puderam compartilhar esse momento por meio das redes sociais. “Colocamos as fotos no Facebook do asilo e muitas pessoas viram, comentaram, parabenizaram”.
Fonte:  ACI Digital 

Pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos

WALSINGHAM - Em um acontecimento pouco comum na  Igreja  Católica, pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos....