Fonte: Esporte Espetacular
sexta-feira, 10 de março de 2017
sexta-feira, 3 de março de 2017
Religião: 28 agentes pastorais da Igreja Católica assassinados em 2016
Agência Fides, do Vaticano, cita o Papa Francisco para recordar cristãos perseguidos
A agência Fides, do Vaticano, revelou que 28 agentes pastorais da Igreja Católica foram assassinados em 2016, número superior ao de 2015 (22 pessoas).
O relatório anual começa por recordar, citando o Papa Francisco, todos os cristãos “assassinados, torturados, presos, degolados porque não renegam Jesus Cristo”, para sublinhar que “os mártires de hoje são em maior número do que nos primeiros séculos”.
Pelo oitavo ano consecutivo, o maior número de mortes registadas pela Fides aconteceu na América, onde houve 12 assassinatos; a África registou oito mortes, a Ásia sete e uma na Europa.
Entre os casos relatados está o assassinato do padre Jacques Hamel, a 26 de julho, enquanto celebrava Missa na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, em França.
A agência do Vaticano para o mundo missionário sublinha o aumento do número de religiosas assassinadas em 2016, num total de nove, mais do dobro em relação a 2015.
O elenco refere-se não só aos missionários, mas a todo o pessoal eclesiástico que faleceu de forma violenta ou que sacrificou a sua vida, consciente do risco que corria.
A agência de notícias sublinha que a maior parte das mortes aconteceu após “tentativas de assaltos” violentos.
Segundo os dados da agência do Vaticano para o mundo missionário, entre 2004 e 2015 morreram mais de 300 agentes pastorais da Igreja Católica, incluindo três bispos.
No último elenco não figura o padre Juan Heraldo Viroche, pároco na Argentina, que foi encontrado sem vida, em casa, a 5 de outubro de 2016.
O sacerdote era conhecido pela sua luta contra o tráfico de droga e tinha recebido várias ameaças de morte.
Fonte:Agência Ecclesia
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Papa Francisco autoriza o perdão da Igreja Católica às mulheres que abortaram
Francisco já havia concedido temporariamente a graça durante o Jubileu da Misericórdia
O papa Francisco concedeu a todos os sacerdotes, através de uma carta apostólica divulgada nesta segunda-feira, a faculdade de absolver “de agora em diante” àqueles “que tenham procurado o pecado do aborto”. Em 1º de setembro de 2015, o pontífice havia anunciado que, durante a celebração do Jubileu da Misericórdia – inaugurado em 8 de dezembro de 2015 e encerrado neste domingo –, os sacerdotes poderiam perdoar o aborto, um pecado que a doutrina católica considera muito grave e que acarreta a excomunhão, no caso de mulheres e médicos que se arrependam. “Muitas delas”, disse o Papa na ocasião, “levam no coração uma cicatriz por causa dessa escolha sofrida e dolorosa”. O que Jorge Mario Bergoglio faz agora é tornar permanente a faculdade de perdoar o aborto, para que, segundo explica, “nenhum obstáculo se interponha entre o pedido de reconciliação e o perdão de Deus”.
Logo em seguida, Francisco faz uma advertência: “Quero enfatizar com todas as minhas forças que o aborto é um pecado grave, porque põe fim a uma vida humana inocente. Com a mesma força, entretanto, posso e devo afirmar que não existe nenhum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir onde se encontre um coração arrependido”. Na carta apostólica, Francisco pede aos sacerdotes que ponham sua vida a serviço do “ministério da reconciliação, para que ninguém que se arrependa sinceramente” – não só do aborto, mas de qualquer pecado, por mais grave que seja – “seja impedido de experimentar a força libertadora do perdão”.
Já em setembro de 2015, numa carta dirigida ao monsenhor Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, o Papa explicava a sua decisão da seguinte maneira: “Alguns vivem o drama do aborto com uma consciência superficial, quase sem perceber o gravíssimo mal que um ato desse tipo acarreta (…), mas muitos outros, por outro lado, o vivem como uma derrota, porque consideram não ter outro caminho por onde ir. Penso, de forma especial, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as conduziram a essa decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que levavam em seu coração uma cicatriz por essa escolha sofrida e dolorosa”.
"Não existe nenhum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir onde se encontre um coração arrependido"
PAPA FRANCISCO
Naquela ocasião, às vésperas do Jubileu da Misericórdia, Bergoglio também pretendia fazer um sinal de aproximação aos fiéis que participam da tradicionalista Fraternidade Pio X, fundada em 1970 por Marcel Lefebvre e que não concorda com o rumo tomado pela Igreja a partir do Concílio Vaticano II. “Acredito que em um futuro próximo será possível encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os padres e superiores da Fraternidade”. Em sua carta apostólica de segunda-feira, Francisco também estende “para além do período do Jubileu” a autorização para que os fiéis que “por diversos motivos frequentem as igrejas dos padres da Fraternidade São Pio X, a possibilidade de receberem válida e licitamente a absolvição sacramental de seus pecados”.
No domingo, o Papa encerrou o Jubileu da Misericórdia e fechou a Porta Santa da basílica de São Pedro. Além de dezenas de milhares de fiéis e das principais autoridades italianas, a cerimônia foi acompanhada pelos 17 cardeais – 13 eleitores e quatro eméritos – ordenados por Jorge Mario Bergoglio no sábado, entre eles o arcebispo de Madri, Carlos Osoro: de Mérida (Venezuela), Baltazar Enrique Porras Cardozo; de Tlalnepantla (México), Carlos Aguiar Retes, e o de Brasília, Sérgio da Rocha.
Fonte: Brasil. Elpais
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
A Igreja lutando contra a prostituição em Roma: “Elas recusam clientes para rezar junto conosco”
Voluntários de uma paróquia conversam e rezam com prostitutas na histórica Via Salária,
dando exemplo de uma Igreja ao resgate da fé e da dignidade das mulheres
Desde 1996, a paróquia de São Frumêncio, na região romana de Serpentara, presta auxílio a jovens prostitutas eslavas e africanas forçadas a “pagar sua dívida” com os traficantes de seres humanos que atuam no mundo inteiro. A unidade móvel da paróquia, uma das poucas existentes em Roma, também realiza encontros em escolas para explicar às crianças a importância de rejeitar a mercantilização do corpo (Redattore Sociale, 3 de janeiro).
REENCONTRANDO A DIGNIDADE
As cinquenta prostitutas da histórica Via Salária têm de 18 a 30 anos – mas são muito fortes as suspeitas de que algumas, na realidade, sejam menores de idade. A unidade móvel de São Frumêncio, coordenada pelo pe. Giampiero, tem o objetivo de passar às jovens uma mensagem de esperança e estabelecer com elas uma relação humana. “Queremos expressar uma solidariedade que não é pietista ou de mera consolação. Colocamos em primeiro lugar o encontro com cada uma delas e a possibilidade de estabelecer uma relação cada vez mais profunda ao longo do tempo. Isto significa, também, acreditar na possibilidade de despertar nelas o próprio senso de dignidade, a rejeição à violência e ao dinheiro fácil, a coragem da denúncia”.
DENUNCIANDO OS EXPLORADORES
Os voluntários, que oferecem às jovens uma bebida quente e uma conversa fraterna, vão estabelecendo com elas vínculos solidários que reforçam a esperança de livrá-las da rua. O único jeito de conseguir isto é convencê-las a denunciar os seus exploradores, o que permitiria que as jovens escravas traficadas entrassem nos programas de proteção e reabilitação social.
REZANDO JUNTOS
Em paralelo, a unidade móvel da paróquia de São Frumêncio direciona as vítimas do comércio da prostituição a uma adequada assistência médica, também oferecida por profissionais voluntários. E a saúde do corpo é acompanhada por mais saúde para a alma: “É muito bonito quando elas decidem rezar conosco, inclusive recusando algum cliente que chega justamente naquele instante”, explica Giorgio Carosi, responsável pela unidade móvel.
ESCRAVAS NUNCA MAIS
Emblemático é também o apostolado da irmã Eugenia Bonetti, de 76 anos: desde março de 2003, ela visita toda semana, com outras freiras, as mulheres imigrantes do Centro de Identificação de Ponte Galeria, em Roma. Em 2012, ela fundou a associação “Slaves No More” [“Escravas Nunca Mais”], que age contra o tráfico de gente. “Você pode ajudar de verdade a regenerar pessoas quando oferece a essas mulheres humilhadas e destruídas a vontade de viver, de reassumir a sua vida e o seu futuro, quando as ajuda a entender que elas são pessoas que valem, que não merecem ser tratadas como escravas” (Il Tempo, 8 de março de 2015).
MAIS TESTEMUNHOS
Fora da Itália, repetem-se iniciativas semelhantes. O pe. Jean Philippe Chauveau, de 64 anos, foi pároco até poucos meses atrás na região do Bois de Boulogne, em Paris, famoso reduto de prostituição de rua. “O que importa é a relação humana que você estabelece com uma prostituta, baseada no espírito de misericórdia, de ternura, de bondade”, conta o padre Jean, que, desde 1982, quando foi ordenado, se dedicou ao resgate de mulheres submetidas à prostituição de rua
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Por que a Igreja guarda o domingo e não o sábado?
Católico, saiba explicar o que você vive
Respondendo de pronto, o simples, santo e justíssimo motivo de a Igreja guardar o Domingo em lugar do Sábado judaico é o fato de que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou no Domingo, – o primeiro dia da semana, – inaugurando assim a “Nova Criação” liberta do pecado, a nova e eterna Aliança entre Deus e a humanidade. Assim é que o Domingo, o Dia do Senhor, é a plenitude do Sábado dos judeus, da mesma forma como o Novo Testamento é a plenitude e o cumprimento do Antigo, e Cristo é a consumação de toda a história da salvação, desde Adão até o fim dos tempos e o Juízo final.
De modo semelhante, o Antigo Testamento é um figura do Novo; o Sábado judaico é uma figura do Domingo cristão. O Catecismo da Igreja assim explica:
“O Domingo distingue-se expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente, a cada semana, e cuja prescrição ritual substitui, para os cristãos. Leva à plenitude, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do Sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em Deus. Com efeito, o culto da Lei preparava o Mistério de Cristo, e o que nele se praticava prefigurava, de alguma forma, algum aspecto de Cristo (1Cor 10,11).”(CIC§2175)
O que a esmagadora maioria desses supostos “cristãos” judaizantes que persistem em guardar o sábado não sabem é que os Apóstolos já celebravam a Missa “no primeiro dia da semana”, isto é, no domingo, como ficou registrado na Bíblia Sagrada, em mais de uma passagem:
• Nos Atos dos Apóstolos (20,7): “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para a fração do Pão (isto é, a Eucaristia)…”.
• Em Apocalipse (1,10), S. João diz: “No dia do Senhor (domingo), fui movido pelo Espírito…”.
• Em 1Cor 16,2, S. Paulo Apóstolo confirma que a coleta cultual era feita “no primeiro dia da semana” (domingo).
Trata-se de uma questão de tal maneira elementar que também a igreja ortodoxa e as protestantes históricas (mais antigas) guardam igualmente o Dia do Senhor, – o Domingo santificado, – e não mais o Sábado judaico.
Além do testemunho bíblico, o livro apócrifo Epístola de Barnabás (datado do ano 74), que é um dos documentos mais antigos da Igreja, – tendo sido redigido antes ainda do Livro do Apocalipse, atesta: “Guardamos o oitavo dia (domingo) com alegria, o dia em que Jesus levantou-se dos mortos” (15,6-8).
Sto. Inácio de Antioquia (107), mártir no Coliseu de Roma e bispo da Igreja primitiva, testemunhou de modo claríssimo:
“Aqueles que viviam segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança, não mais observando o sábado, mas sim o Dia do Senhor, no qual a nossa vida foi abençoada, por Ele e por sua morte.”(Aos Magnésios 9,1)
Devido à Tradição Apostólica, que tem origem no próprio dia da ressurreição do Cristo Salvador, a Igreja celebra o Mistério Pascal no dia que desde o início foi chamado “Dia do Senhor” ou “Domingo” (da mesma raiz semântica de ‘Senhor’/Dominus). O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da Criação, e o “oitavo dia”, em que Cristo, depois de sua Morte Sacrificial e “repouso” no grande Sábado, inaugura o “Dia que o Senhor fez para nós”, o “Dia que não conhece ocaso” (CIC §1166).
S. Justino (165) Mártir legou-nos também o seu testemunho:
“Reunimo-nos todos no ‘Dia do Sol’, porque é o primeiro dia após o Sábado dos judeus, mas também o primeiro dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, neste mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos.”(Apologia 1,67)
Também S. Jerônimo (420), Confessor e Doutor da Igreja, atestou a praxis sempiterna da Igreja:
“O Dia do Senhor, o Dia da Ressurreição, o Dia dos Cristãos, é o nosso dia. Por isso se chama Dia do Senhor: foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam Dia do Sol, também nós o confessamos de bom grado: pois hoje levantou-se a Luz do Mundo, hoje apareceu o Sol de Justiça cujos raios trazem a salvação.”(CCL, 78,550,52)
Desta forma, tanto as Sagradas Escrituras quanto o testemunho de toda a documentação histórica, juntamente com a sagrada Tradição apostólica nos mostram porque, desde a Ressurreição do Senhor, a Igreja sempre guardou e continua guardando não mais o Sábado judaico, mas o Domingo da Ressurreição e do estabelecimento da Nova e Eterna Aliança como Dia do Senhor.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Papa Francisco festeja aniversário de 80 anos com grupo de sem-teto no Vaticano
Segundo o Vaticano, o papa conversou com cada um dos convidados sem-teto, sendo quatro italianos, dois romenos, um moldavo e um peruano.
Antes de celebrar a missa com cardeais no Vaticano, no dia 17 de dezembro, dia de seu aniversário de 80 anos, o papa Francisco tomou café da manhã com sem-teto.
Em seguida, durante a missa celebrada na companhia dos cardeais residentes em Roma, o papa Francisco afirmou que deseja uma velhice "tranquila e religiosa, fecunda e também feliz".
"A velhice é uma palavra que parece ruim, que dá medo. Mas a velhice tem sede de sabedoria", disse o papa ao final da missa diante de dezenas de prelados em uma capela dos palácios pontificais.
"A velhice é tranquila e religiosa, mas também fecunda. Rezem para que a minha seja assim, tranquila e religiosa, fecunda e também feliz", pediu aos cardeais.
Fonte: G1.com
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Mais de 1000 freiras estão se passando por prostitutas para resgatar vítimas do tráfico humano
A rede internacional Talitha Kum reúne cerca de 1.100 religiosas que atuam em 80 países para combater o tráfico humano e a escravidão.
O grupo, que foi criado em 2004 pelo banqueiro e filantropo John Studzinski, calcula que 1% da população mundial é traficada de alguma forma. Estamos falando de 73 milhões de pessoas, ou seja, o equivalente à soma da população inteira da Argentina, do Uruguai, do Paraguai, do Chile e da Bolívia (ou, no Brasil, dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná, os cinco mais populosos depois de São Paulo).
70% das pessoas traficadas no mundo são mulheres – metade delas, com 16 anos ou menos.
John Studzinski é vice-presidente do banco de investimento norte-americano The Blackstone Group. À Conferência das Mulheres, ele detalhou casos de tráfico e escravidão como o de uma mulher forçada à prostituição que foi mantida presa durante uma semana sem comida e obrigada a comer as próprias fezes por ter-se recusado a continuar mantendo relações sexuais com uma meta diária de 12 “clientes”.
Studzinski explicou ainda que as freiras que fazem parte da rede se vestem como prostitutas e se infiltram em bordéis, além de agirem também no combate a esquemas de venda de crianças escravas na África, Filipinas, Brasil e Índia.
“Essas irmãs não confiam em ninguém. Elas não confiam nos governos, não confiam nas corporações, não confiam na polícia local e, em alguns casos, não podem confiar nem no clero masculino”, afirma o filantropo.
Talitha Kum significa “Menina, levante-se”, em aramaico. A frase foi pronunciada pelo próprio Jesus Cristo ao ressuscitar uma menina de 12 anos de idade, filha de Jairo, um dos chefes de uma sinagoga (cf. Mc 5, 41).
Fonte: Aleteia
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