sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O que é Cardeal, Bispo, Arcebispo, Cônego, Monsenhor?

PAPA – Bispo de Roma e sucessor de Pedro (Mt 16, 18-19). É o chefe de toda a Igreja. Está acima de todos os bispos (Apóstolos). Ele legisla para toda a Igreja através de Bulas, Encíclicas e Decretais. Jesus fez de Pedro o fundamento visível da Igreja, entregou as chaves. O bispo de Roma, sucessor de Pedro é a cabeça do colégio dos bispos, Vigário de Cristo na Terra, é o Pastor da Igreja Universal. Assim, ele possui três funções: é chefe de Estado (Vaticano), é bispo de Roma e Chefe da Igreja.





Cardeais, Bispos e Arcebispos...

Todos são ordenados, no grau máximo do sacramento da Ordem. Todos são bispos, palavra que deriva do grego epíscopos, que significa supervisor. Para chamá-los usa-se o título de Dom, abreviatura do latim dominus, senhor. Com o Papa à frente, os bispos do mundo inteiro formam o Colégio Apostólico, que sucede ao grupo dos apóstolos, os quais tinham a Pedro como seu líder. Assim, a Igreja é guiada pela história afora pelos mesmos pastores escolhidos por Jesus Cristo.


Cardeais - São geralmente bispos de importantes dioceses do mundo. Mas também padres ou diáconos podem ser cardeais. São escolhidos pessoalmente pelo Papa, como representantes da Igreja em todo o mundo, para formarem o Colégio dos Cardeais. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa na solução das questões organizativas e econômicas da Santa Sé, na coordenação dos diversos Dicastérios (uma espécie de ministério do Vaticano) que compõem o serviço da Santa Sé em favor da comunhão em toda a Igreja e da justiça para com os pobres do mundo todo. São também os responsáveis pela eleição do novo Papa enquanto não completarem 80 anos. A reunião dos Cardeais se chama Consistório e acontece quando o Papa a convoca.

Arcebispo - É o bispo de uma Arquidiocese, o titular da sede metropolitana, que é a diocese mais antiga de uma Província Eclesiástica, que é formada pelo conjunto de diversas dioceses. Ele é responsável pelo zelo da fé e da disciplina eclesiástica e pela presidência das reuniões dos bispos da Província. Mas não intervém diretamente na organização e na ação pastoral das demais dioceses (sufragâneas) da arquidiocese. O arcebispo usa, nos limites de sua Província, durante as funções litúrgicas, como sinal de unidade de sua Província com a Igreja em todo o mundo, o pálio, que lhe é entregue pelo Papa, no dia da festa de S. Pedro e S. Paulo, 29 de junho: uma faixa branca decorada de cruzes pretas que cobre os ombros, confeccionada com a lã de um cordeiro.

Bispo - É o pastor da Igreja particular, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. Ele é obrigado a fazer a visita “ad limina apostolorum” a Roma, e ao Papa, de quatro em quatro anos, quando então apresenta à Santa Sé um relatório de sua diocese e é recebido pelo Papa. Os bispos são, em suas dioceses, o princípio visível e o fundamento da unidade com as outras dioceses e com a Igreja universal. É obrigado pelo Código de Direito Canônico da Igreja a pedir renúncia ao completar 75 anos.

Abade – Superior de um Mosteiro, que é visto como o pai da comunidade. Se o mosteiro for feminino, a responsável se chama Abadesa. 

Frade - É a designação dada a um católico consagrado que pertence a uma ordem religiosa mendicante e que vive normalmente num convento. Ele tanto pode ser um clérigo como um leigo.
O termo frade é proveniente da palavra latina frater, irmão, pelo qual se dirigiam uns aos outros. O título dado aos frades é frei, que deve ser usado somente anteposto ao prenome do frade e nunca como um substantivo independente (o correto é "o frade foi ordenado" e não "o frei foi ordenado").

Padre - (do latim páter ou pátris, que significa "pai" ou "chefe da família") refere-se a um presbítero, clérigo católico do sexo masculino que recebeu o sacramento da Ordem.Hierarquicamente, está acima dos diáconos e abaixo dos bispos. O padre na Igreja Católica é responsável por uma paróquia, onde preside a Sagrada Eucaristia, bem como atende à confissão, aconselhamentos e outros. É um homem que doou sua vida à serviço do Evangelho e vive para servir a Deus e aos leigos por meio da evangelização.
Na  Igreja latina atual os requisitos mínimos para que um fiel se torne padre são os seguintes: 1) que tenha a idade de pelo menos 25 anos; 2) que seja do sexo masculino; 3) que tenha cursado teologia em alguma faculdade autorizada pelo bispo e, na maioria dos casos, também filosofia; 4) que tenha sido ordenado diácono; 5) que seja solteiro e assim deseje permanecer por toda a vida.
Todo padre pode ser, a partir da idade de 35 anos e pelo menos cinco anos de ordenação presbiteral, nomeado bispo. Isso, porém, ocorre com uma minoria, escolhida, na atual disciplina da Igreja, pelo bispo de Roma, o papa.

Presbítero – Padre.

Diácono (permanente) - O diaconato é ordem sagrada, conferida pela imposição das mãos e pela oração consecratória prescrita (c. 1009 § 1 e § 2). Pela ordenação, o diácono se torna clérigo, ministro sagrado , e é incardinado numa Igreja particular, para cujo serviço (diaconia) foi ordenado.
Exige-se um período mínimo de três anos para a formação inicial (c. 236), com a participação nas seis etapas da Escola Diaconal, durante a qual o candidato estará assumindo encargos pastorais. Terminada esta fase preparatória, o candidato aprovado para seguir sua preparação para a ordem sagrada, será mantido em estágio pastoral, num período de seis meses (três meses no mínimo), em preparação à recepção do ministério de leitor e, outros seis meses (três meses no mínimo), preparatórios ao ministério de acólito (LC-CNBB de 27/2/1986). Nesta fase, tendo sido julgado apto, dar-se-á o início da preparação próxima à ordenação diaconal. Para o diaconato permanente, são idades mínimas exigidas: 30 anos completos, para aqueles que pretendem assumir o estado celibatário (91c-CNBB n. 60) e 35 anos completos, para os casados. Para estes últimos, requer-se, ainda, o indispensável consentimento da esposa (c. 1031), com um termo assinado por ela e pelos filhos respectivos.



Consistório – Reunião de Cardeais.


Sínodo - Assembléia de Bispos de uma Província.


Província Eclesiástica - Conjunto de Dioceses. Quem a governa, a preside é o bispo mais importante: o Metropolita, que, a partir de 1301, passa a se chamar Arcebispo. Arquidiocese à Diocese à Vicariatos à Regiões ou Foranias à Paróquias à Capelas.

Freira -  É a designação dada a uma mulher que renunciou a vida comum em sociedade e optou recolher-se em um convento ou mosteiro, passando a ter uma vida inteiramente dedicada aos serviços religiosos.
As freiras são mulheres consagradas a Deus, que assumem os compromissos da castidade, da obediência e da pobreza por meio de votos. Geralmente as freiras desenvolvem obras de caridade, de educação a crianças e jovens, entre outros tipos de apostolado. As freiras, por norma, fazem parte de ordens ou congregações religiosas de características mendicantes.

Madre Superiora - Superior de um Convento.


Padres Foâneos - Título dado pelo bispo a um grupo de padres dentro de um Vicariato. As foranias são regiões dentro dos Vicariatos.


Vigário Episcopal - É um presbítero colaborador do Bispo. 


Cônego - São Presbíteros que fazem parte de um “colegiado”, os quais tinham a função de eleger o novo bispo e assessorá-lo e caso acontecesse um impasse, quem escolhia era o Papa. Essa função perdura do século XII ao XVI. Atualmente eles são um conselho do Bispo na Catedral.

Cabildo - Conjunto de Cônegos em uma Catedral.


Monsenhor - É um título eclesiástico honorifico conferido aos sacerdotes pelo Papa. Apesar de somente o Papa conferir o título de Monsenhor, ele o faz a pedido do bispodiocesano por meio da Nunciatura Apostólica. O número máximo de monsenhores de umadiocese não pode, normalmente, ultrapassar 10% do total de sacerdotes. O Monsenhor não tem uma autoridade canônica maior que a de qualquer padre, uma vez que a nomeação não implica num sacramento da ordem. Assim o monsenhor só se distingue de um padre comum pelo título. Os padres que serão sagrados bispos recebem automaticamente o título de monsenhor.



Católico - Adjetivo grego que significa “Universal”. Esse termo é usado a partir do Concílio de Trento (1545 - 1563) para designar a Igreja Romana em oposição às Igrejas da Reforma. Antes, o termo utilizado era Cristandade

Leigos - São todos os cristãos, exceto os membros da Sagrada Ordem ou estado religioso reconhecido pela Igreja Católica, isto é, os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos no povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, no seu âmbito a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo. O papa, os bispos, padres e leigos... São todos Igreja.


Padres, Cônegos e Monsenhores 


Pelo sacramento da Ordem, não há nenhuma diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Todos são ordenados, no segundo grau desse sacramento. Todos são presbíteros do Povo de Deus.

Hoje, os títulos de cônego e monsenhor são honorários e não indicam a posse de nenhum cargo ou posição na Igreja. Antes das reformas conciliares, eles formavam o cabido diocesano, para a função de conselheiros do bispo, o governo da diocese durante a vacância e o esplendor das funções litúrgicas na catedral. Hoje, o bispo conta com diversos Conselhos, que são formados por representantes de todo o clero e do laicato. Não contam os títulos, mas a disposição para o serviço comum e comunitário da evangelização. Hoje, cônego e monsenhor são títulos de homenagem e reconhecimento por serviços prestados à Igreja. Além disso, o título de monsenhor é também usado para o padre que foi eleito bispo. Enquanto ele não é ordenado bispo, é chamado de monsenhor

Fonte: Felipe Aquino

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

IGREJA CATÓLICA:Na Origem de Favelas do Rio


A Igreja Católica teve um papel importante no processo de surgimento de favelas na capital fluminense e, consequentemente, de seus nomes. A área onde está hoje a Rocinha era de propriedade de padres jesuítas – ordem responsável pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), vizinha à comunidade. Sensibilizados, os religiosos permitiram que pessoas humildes morassem no lugar, montando pequenas chácaras. O nome surgiu anos depois.
“Em 1920, quando o prefeito Carlos Sampaio criou as feiras livres, surgiu a feira da Gávea, na Praça Santos Dumont. Como a população não estava acostumada a comprar frutas, legumes e hortaliças nesses locais, as pessoas ficaram impressionadas com a qualidade e o frescor dos alimentos. Elas perguntavam de onde vinham os produtos e os vendedores respondiam: vem lá da minha rocinha. Ficou, então, o costume de chamar o Alto Gávea de Rocinha, muito antes da favela existir”, relata Teixeira.
A Igreja também foi determinante para o nome da Favela do Vidigal. O Mosteiro de São Bento era o dono do terreno onde está a comunidade e o doou, em 1820, ao major da polícia Miguel Antunes Vidigal como gratidão por serviços prestados. “O que aconteceu depois disso é incerto. A única coisa que se sabe é que ele morreu em 1850 e a favela surgiu em 1940, quase 100 anos depois. Constam nos registros que o major não teve filhos”, diz o historiador.


Rocinha com o mar de São Conrado ao fundo
Há ainda a influência religiosa no nome da favela Santa Marta, chamada por alguns moradores de Dona Marta. No século 17, o padre Clemente Martins de Matos, tesoureiro da Sé do Rio, comprou as terras do atual bairro de Botafogo e colocou o nome da mãe no morro que limitava seu terreno.
A favela, no entanto, só teve seu início na década de 30, quando a área já pertencia aos padres jesuítas do Colégio Santo Inácio. Eles deixaram que operários que trabalhavam nas obras da instituição de ensino se instalassem no local.
A favela de Vigário Geral, onde até a década de 30 ficava uma grande fazenda dividida em vários povoados, seria uma referência ao padre responsável por celebrar missas em todas as paróquias da região, segundo uma pesquisa da ONG Viva Rio.
A Cidade de Deus surgiu de uma ideia de Dom Hélder Câmara para o então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, amigos que viraram inimigos confessos. O conjunto habitacional foi inicialmente construído para receber funcionários do antigo Estado da Guanabara, mas com as enchentes que atingiram o Rio em 1966, desabrigados pelas chuvas e moradores de favelas removidas foram levados para lá.
“O projeto religioso do local está presente em alguns logradouros, como a Praça da Bíblia e as ruas Moisés e Salomão”, conta José Baptista Ferreira de Mello, coordenador do projeto "Roteiros Geográficos do Rio", da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Fonte: Estadão

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Quem foi Padre José de Anchieta: Agora Santo.

Quem foi
Padre José de Anchieta foi um padre jesuíta espanhol que atuou na catequização de índios e evangelização no Brasil durante a segunda metade do século XVI. Foi também teatrólogo, historiador e poeta.
Nascimento
Padre José de Anchieta nasceu na cidade de San Cristobal de La Laguna (Espanha) em 19 de março de 1534.




Morte
Padre José de Anchieta morreu na cidade de Iriritiba (atual Anchieta no estado do Espírito Santo) em 9 de junho de 1597.
Beatificação
José de Anchieta foi beatificado pelo papa João Paulo II em 22 de junho de 1980.
Principais realizações
Catequizou índios brasileiros no século XVI, na região da atual cidade de São Paulo.
- Foi um dos fundadores da cidade de São Paulo.
- Participou da fundação do Colégio de São Paulo.
- Defendeu os índios brasileiros das tentativas de escravização por parte dos colonizadores portugueses.
- Lutou ao lado dos portugueses contra os franceses estabelecidos na França Antártica.
- Dirigiu o Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro, entre os anos de 1570 e 1573.
- Foi nomeado, em 1577, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil.
Principais obras
"Poema à Virgem"
- "Os feitos de Mem de Sá"
- "Arte e Gramática da língua mais usada na costa do Brasil"
- "A Cartilha dos Nativos" (Gramática tupi-guarani)
- "Carta da Companhia"

Fonte: Sua Pesquisa.com 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Freira americana de 84 anos é condenada por invadir usina nuclear

Uma freira americana de 84 anos foi condenada hoje a dois anos e 11 meses de prisão por ter invadido uma usina nuclear em 2012.
Em maio, um juiz federal do Tennessee já havia declarado a freira e mais dois homens culpados de destruir propriedade do governo, causando prejuízo de mais de US$ 1.000.
Michael Walli, 63, e Greg Boertje-Obed, 57, que já têm passagem pela prisão, foram condenados a cinco anos e dois meses.
Os três ativistas invadiram o Complexo de Segurança Y-12 em Oak Ridge, no Tennessee, o principal lugar de processamento e armazenamento de urânio no país.


Antes de serem presos, deixaram mensagens de paz com spray de tinta e até sangue humano nas instalações.
Quando foram flagrados, ofereceram ao segurança comida e começaram a cantar.
"Se toda essa energia e paixão fosse usada para mudar as leis, talvez alguma mudança real já tivesse acontecido hoje", disse a juíza Amul Thapar, segundo o "Washington Post".
A magistrada elogiou os ativistas pela suas consciências e boas obras.
Fonte: Correio Brasiliense
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Carismáticos viram porta de entrada para a igreja

A irmã mineira Maria Luz, 33, trocou o quarto ano da faculdade de fisioterapia pela Toca de Assis, fraternidade inspirada em São Francisco voltada para o trabalho social com moradores de rua.
O professor de educação física paulistano Fábio Bonciani, 32, sentiu o chamado à vida sacerdotal após cinco anos como voluntário nas missas do padre Marcelo Rossi.

Influenciado pelo canal de TV Canção Nova, Jorge de Souza, 21, trocou há três anos o sertão do Sergipe pelo rígido seminário Mater Ecclesiae, em Itapecerica da Serra, cidade da Grande São Paulo.

Já Paula Leme, 27, formada em turismo, reencontrou a vida católica ao começar a frequentar as "cristotecas", um tipo de festa onde são tocadas músicas religiosas com "pegada" dançante e onde não são comercializadas bebidas alcoólicas. Hoje é leiga consagrada da associação Aliança de Misericórdia, que cuida de populações de rua.

À primeira vista, são histórias razoavelmente diferentes de encontro com a vocação religiosa. Todas, porém, tiveram em sua origem o que os teólogos chamam de "onda pentecostal", da qual a Renovação Carismática é apenas a corrente mais conhecida dentro do catolicismo.

"A renovação tem sido a principal porta de entrada para a igreja", diz a irmã Luz, na Toca de Assis desde 2001. 

"Quando os jovens voltam à igreja, encontram o seu lugar, a sua vocação", afirma.
Editoria de Arte/Folhapress
"Cerca de 90% dos nossos 140 seminaristas participam de grupos carismáticos", estima Santiago Artero, 47, professor de teologia e diretor do Mater Ecclesiae, um seminário para futuros padres de dioceses pobres mantido pelos Legionários de Cristo, congregação religiosa conservadora.
Embora incluam personagens tão diversos como o padre Marcelo e missionários que dormem com moradores de rua, os movimentos surgidos da onda pentecostal guardam várias semelhanças entre si, como celebrações com muita música em alto volume, palmas e movimentos corporais, realçando o caráter emocional da religião católica.

Também têm comunidades com líderes fortes, como o padre Jonas Abib, criador da Canção Nova, e são extremamente críticos à Teologia da Libertação, que se aproximou de movimentos sociais de esquerda nos anos 1970 e 1980.
Outra tendência é que os jovens do sexo masculino prefiram seminários diocesanos, em detrimento das ordens e congregações históricas, como dos franciscanos e dominicanos, as chamadas vocações religiosas.
Atualmente, cerca de 63,7% dos padres são diocesanos. Há 40 anos, esse percentual era de 38,5%, mostram dados oficiais da igreja.

Como padres diocesanos, levarão uma vida menos sacrificada: não há voto de pobreza, morarão em casas paroquiais e estão livres de trabalhos mais árduos, como a transferência para missões em regiões e países distantes.

"O fato é que vivemos num mundo que não caminha muito para que as pessoas despertem uma vocação nessa linha [das congregações históricas]", afirma Bonciani, que estuda no seminário da diocese de Santo Amaro (sul de São Paulo), o mesmo que formou o padre Marcelo.
Outra mudança na nova geração é a relação das família com a igreja. Se em um passado já distante havia o costume de as famílias, sempre numerosas, escolherem um dos filhos para seguir a carreira religiosa, hoje há maior resistência dos pais.

"Minha família ainda não aceita a vocação", diz a irmã Luz. "Antigamente, as pessoas eram até entregues aos mosteiros, como dotes. Por isso, existem muitas feridas na igreja. Hoje, é muito diferente: vem quem quer, quem sentir o chamado de Deus."

Fonte:Folha.Uol

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Dia Estadual de Irmã Dulce na Bahia

Data para beata será celebrada todo dia 13 de agosto a partir deste ano.
Projeto é do deputado Yulo Oiticica e recebeu quase 40 mil assinaturas.

No ano em que Irmã Dulce completaria o centenário de nascimento, no próximo dia 26 de maio, uma lei publicada no Diário Oficial da Bahia institui o dia de memória à religiosa, que é conhecida como o "Anjo Bom da Bahia".




Por meio da Lei 13.153/2014 fica decidido que, a partir deste ano, 13 de agosto será o Dia Estadual da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres. A escolha da data está relacionada à ocasião em que a religiosa recebeu o hábito das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em 1933, e passou ser chamada de Irmã Dulce.

O projeto de lei, que foi apresentado na Assembleia Legislativa em 2011, foi aprovado por meio de votação unânime no dia 15 de abril e publicado no Diário Oficial na quinta-feira (17). A data não será instituída como feriado.

De acordo com o deputado Yulo Oiticica (PT), responsável pela elaboração do projeto, o empenho pela definição de uma data oficial de lembrança à beata vai além de admiração pessoal pela religiosa. "Recebi mais de 24 mil assinaturas a punho que, somadas com as assinaturas eletrônicas, eleva o número para quase 40 mil", disse o parlamentar ao afirmar que a publicação do projeto era uma demanda popular.
Ainda de acordo com Oiticica, o projeto foi aprovado por unanimidade. "Inclusive, a votação evidencia um lindo gesto da bancada evangélica. Não houve uma abstenção. Agora, está oficializado um dia estadual de memória à Bem-Aventurada Dulce dos Pobres", comemora. Para o parlamentar, o próximo passo é inserir a data no calendário turístico do Estado.

Confome o padre Manoel Filho, coordenador da pastoral de comunicação da Arquidiocese da Bahia, a igreja recebe com alegria a aprovação do projeto de lei. "É um testemunho da caridade de Irmã Dulce. Ela é a referência da caridade. É uma forma do Estado prestar uma homenagem à Irmã que construiu aquele que é, hoje, o maior hospital público vinculado ao SUS do país", relatou.
 

Processo de canonização
Em março deste ano, a morte de Irmã Dulce completou 22 anos. Ela foi beatificada em maio de 2011 e os devotos esperam agora a canonização. Para ser canonizada, é necessária a comprovação de mais um milagre atribuído à freira baiana.
Irmã Dulce nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador. Desde 10 de dezembro de 2010, quando o Papa Bento XVI assinou o decreto de beatificação, já foram enviados à causa de canonização de Irmã Dulce mais de 1,5 mil relatos, das mais diversas procedências e motivações. Dentre eles, os mais contundentes estão sendo analisados para, posteriormente, serem encaminhados aos peritos médicos, que dão a palavra inicial para que o processo seja iniciado.

Fonte: G1.com 

 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Onde está a Missa Católica na Bíblia ?


A Missa Católica tem sua origem na Sagrada Escritura, Jesus foi um Sacerdote têm seu amor declarado  em especial aos menos favorecidos e este recomenda um destes.(Mc 1,44) "Vê que não o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho."
      Na  Celebração Eucarística  temos o ato penitêncial que foi dado pelo próprio Cristo a seus apóstolos  e seus sucessores (Jo 20,21-23;Tg 5,13-16;Hb13,4-5 ). João 20,23 -Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.
      A Celebração tem ainda o momento de glorificar a Deus ( At 2,47;Lc 2,13-14) Seguindo o ritual sacrossanto temos as leituras (Liturgia da Palavra) conforme São Paulo nos coloca (2 Tm 4,2) .
     Após a Homilia que é o mandato de Cristo (Mc 16,15) faz -se a profissão de fé que nos foi confiado pelos apóstolos por meio da Tradição ( Ts 3,6; 1 Pd 4,5). Usa-se os utensílios Litúrgicos ( Ex 25,31)  para a realização do ofertório. 
      Na Liturgia Eucarística são apresentadas  as ofertas que foram oferecidas no ofertório, no ato Eucarístico o Sacerdote faz aquilo que o próprio Cristo fez.
(Mt 26,26-29; Mc 14,22-25) . 



 Em Mateus 26,26-29 lemos:
         
26. Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.

27. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,

28. porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.

29. Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai.


Fonte: Servos de Maria 

Pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos

WALSINGHAM - Em um acontecimento pouco comum na  Igreja  Católica, pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos....