sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pai e filho de Poá se preparam para se tornarem padres

Homem já havia frequentado seminário, ficou viúvo e decidiu retomar sonho.
Filho começa a se preparar para o sacerdócio em 2016.

Depois de abandonar o seminário, casar, ter filho, trabalhar como pedreiro e ficar viúvo, aos 53 anos o diácono Ubirajara Gonçalves, de Poá (SP), se prepara para ser padre. A ordenação está marcada para fevereiro de 2016. Para tornar a história ainda mais curiosa, o filho dele também pretende entrar para o seminário. No próximo ano, Samuel, de 19 anos, passará a frequentar o espaço chamado Propedêutico, junto ao Seminário Menor de Mogi, na Cúria Diocesana, que é o primeiro passo do caminho para o sacerdócio.
O rapaz credita sua escolha aos pais. “Eu desde pequeno sempre gostei do sacerdócio, achava muito bonito. Eu fui coroinha, depois cerimoniário. A vocação veio um pouco mais forte com o passar dos anos e com a ajuda dos meus pais que sempre me deram muita força.” Ele diz que leva uma vida normal, tendo terminado os estudos e feito até um curso técnico. O jovem destaca que atualmente sua vida é voltada à Igreja – caminho que trilha junto com o pai.
Filho de pais evangélicos, o diácono Ubirajara se tornou católico aos 17 anos depois de batizar o irmão caçula. “Eu seguia a igreja evangélica apenas quando criança para acompanhar meus pais. Depois na adolescência larguei.” Na ocasião, Gonçalves afirma que ficou encantado quando, durante uma missa, ouviu o padre falar da campanha da fraternidade e das leituras bíblicas. “O tema da campanha era 'Fraternidade Sim, Violência Não'. Eu vi ali todo o empenho da Igreja pela vida e pelo fim da violência e aquilo me tocou.”

Em 1987, aos 25 anos, ele ingressou no seminário em Aparecida determinado a se tornar padre. Mas algum tempo depois descobriu que um dos irmãos tinha câncer no cérebro e decidiu se afastar para cuidar dele. Ubirajara conta que cuidou do irmão por quase dois anos até que ele faleceu. Ele não voltou para o seminário e foi ser catequista.
Ubirajara conta que em um curso de catequese para crisma conheceu a esposa Maria Aparecida e, em 1994, se casaram. O casamento fechou, na ocasião, a porta para o sacerdócio. Em 1996, nasceu Samuel – o único filho do casal.
Gonçalves seguiu a vida com a família, mas sempre atuando com a esposa na Igreja Católica. Ele trabalhava como pedreiro em uma estação de tratamento de esgoto da Companhia Paulista de Saneamento Básico (Sabesp) em Suzano. Em 2000, Maria Aparecida resolveu fazer uma surpresa para o marido. “Ela ligou para a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Poá, que frequentávamos, e perguntou ao padre se a Diocese estava investindo na formação de diácono e no pagamento da faculdade de teologia. Ele disse que sim. Ela então sugeriu meu nome e ele aceitou. Ela me ligou para me contar, mas eu não acreditei. Só fui acreditar quando o padre me confirmou", lembra.
"Eu fazia o curso de teologia na Faculdade Paulo VI em Mogi durante a noite e de dia trabalhava como pedreiro. Uma vez por mês, sempre aos sábados, frequentava  também a Escola Diaconal”, continua.
Em 2010, a esposa de Gonçalves sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Apenas em fevereiro de 2013, ele foi ordenado e se mudou para Guararema para dar apoio na Paróquia Nossa Senhora da Escada e São Benedito.
Já debilitada pelo diabetes e pressão alta, a esposa de Gonçalves faleceu em julho de 2015, vítima de pneumonia. Com a morte e a decisão do filho de ir para o seminário, o diácono voltou a sonhar com o sacerdócio.
Ele expôs sua vontade ao bispo Dom Pedro Luiz Stringhini. “Eu disse para ele que o meu filho iria para o seminário e eu ficaria sozinho. Perguntei se poderia pensar na possibilidade de ser padre. Ele pediu para eu mandar uma carta para o Conselho de Presbíteros. Depois apresentou essa carta para o clero que aprovou minha ordenação. A ordenação está marcada para 6 de fevereiro”, conta Gonçalves.
Apesar da felicidade com a notícia, o diácono ainda tenta entender a nova etapa de sua vida. “Para mim foi um caminho que Deus trilhou. Para ser padre existe um processo formativo. A pessoa se torna padre jovem, com 25 anos. Eu ainda não entendo como isso veio a acontecer, estou tentando digerir a situação. Para mim ser padre é estar realmente ligado a Jesus Cristo crucificado pela salvação da humanidade. É estar comprometido com os necessitados, doentes e pobres. Já me dedico aos doentes como diácono, mas pretendo fazer isso com mais afinco no meu sacerdócio.”
O bispo Dom Pedro Luiz Stringhini, da Diocese de Mogi das Cruzes – que engloba todo o Alto Tietê, explica que o diácono é um dos três estados de vida adquiridos pelo Sacramento da Ordem. “A ordenação dos diáconos é o primeiro grau nesse sacramento, os padres o segundo grau e os bispos o terceiro.” Ele completa que existe o diácono transitório que é o jovem que faz a promessa do celibato e depois de seis meses se torna padre. “Diáconos permanentes são os homens casados que não fazem a promessa de celibato e serão diáconos, em princípio, para sempre, a menos que fiquem viúvos, como é o caso de Gonçalves.” 
De acordo com Dom Pedro, a Diocese de Mogi tem 14 diáconos permanentes e três transitórios que serão ordenados padres em 12 de dezembro. “Em 26 de dezembro vamos ordenar outros cinco diáconos permanentes. E o diácono Ubirajara se tornará padre em 6 de fevereiro de 2016.”
O bispo avalia que casos como o de Ubirajara e de Samuel ajudam a fortalecer o sacerdócio na igreja. “É muito bonito ver pai e filho participando da Igreja, ajudando no altar e se dispondo a trabalhar pelo Evangelho por meio do sacerdócio.”
Pai e filho no mesmo caminho
De acordo com Ubirajara, o filho ficará no espaço chamado Propedêutico por um ano e depois vai para o Seminário Maior para estudos de filosofia na Faculdade Paulo VI, onde também estudará teologia. “Quando eu trabalhava no tratamento de esgoto,  minha esposa dizia para ele estudar para encontrar um bom trabalho e ele respondia que ia trabalhar no esgoto. Minha esposa e eu sempre fomos ativos na Igreja e ele sempre nos acompanhou . Então, a nossa vida cristã foi base dele.”
Gonçalves calcula que o filho vai levar oito anos para se tornar padre. “Ele passará 1 ano no Propedêutico, 3 anos cursando filosofia e 4 anos no curso de teologia. Só depois poderá ser ordenado.”
Com o início dos estudos, Samuel já sabe que haverá um afastamento da convivência com o pai. “Vou poder voltar para casa somente aos finais de semana. Depois será apenas nas férias. Tudo para vivenciar a vida no sacerdócio. Também vou conhecer a realidade de algumas paróquias da Diocese”, conta Samuel. 

A mesma fé que move o pai, também pode ser sentida nas palavras do filho. “A partir da hora que tenho essa vocação, depois dos oito anos de estudo, eu digo que é um sonho realizado. A partir do momento que quero ser padre, me desligo e Cristo vive em mim”, acredita.
Fonte: G1.com

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Ano da Misericórdia 2015/2016 : Que pecados nos impedem de comungar?

São Paulo expressou com contundência que nem todos estão em condições de receber a comunhão:
“Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.” (1 Cor 11, 28-29)


Estas palavras destacam a gravidade do assunto, mas não proporcionam um critério claro sobre quando uma pessoa é digna e quando não é. Por isso, esta questão também foi submetida a debate.
Dá a impressão, no entanto, que os destinatários da carta – os coríntios – já tinham alguma ideia a respeito disso. Por isso, é importante ver as fontes conhecidas da vida da Igreja primitiva.
No final do século I ou começo do século II, foi escrita a chamada “Didaché” (ou “Doutrina dos Doze Apóstolos”), na qual se fala bastante da Eucaristia. Após indicar que o sacramento é somente para os batizados, acrescenta a seguinte frase: “Quem for santo, aceda; quem for menos, faça penitência”. Ainda que exija um esclarecimento posterior, este continua sendo um critério válido, à luz do qual se entende o que foi determinado.
Alguns podem objetar, e com razão: “Mas quem pode dizer que é santo?”. Livre de todo pecado, ninguém. Por isso, aproximar-se da comunhão deve ser penitencial, para purificar-nos ao máximo. O mais adequado é receber a comunhão quando já há uma comunhão da alma com o Senhor.
Mas há diversas situações, como também há diversos tipos de pecado. O pecado mortal rompe totalmente esta comunhão e, neste caso, a penitência requerida exige a recepção do sacramento da Penitência como condição prévia.
Por isso, o Código de Direito Canônico estabelece que, quem tiver consciência de estar em pecado grave, não celebre Missa (no caso de ser padre) nem comungue o Corpo do Senhor sem recorrer antes à confissão sacramental (n. 916).
Vale a pena esclarecer algo: não existe penitência verdadeira nem confissão válida sem propósito de emenda. Isso serve para entender por que algumas pessoas não podem receber a comunhão, já que vivem em uma situação habitual de pecado.
Mas ainda resta o pecado venial. Ninguém consegue escapar dele, e pretender estar livre de todo pecado venial é presunção.
Neste caso – quando se está em estado de graça, mas com pecados veniais –, a penitência é interior e está inclusa na liturgia. O pecado venial não impede a pessoa de comungar (pelo contrário: é alimento interior que dá forças para combatê-lo), mas, ao mesmo tempo, para participar dos sagrados mistérios, é preciso começar reconhecendo nossos pecados.
Isso é familiar para quem vai à missa com frequência, pois o ato penitencial faz parte da celebração (“Confesso a Deus todo-poderoso, e a vós, irmãos…”). Depois, a preparação imediata nos recorda que vamos comungar como convidados (“Felizes os convidados para a ceia do Senhor”) e que não somos dignos de receber Jesus (“Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada…”). De certa maneira, estas também são palavras de contrição.
É interessante observar que, mesmo na celebração da comunhão fora da santa missa, a liturgia é muito mais breve, mas inclui estas duas partes penitenciais, as mesmas. É importante recordar isso e renovar-nos na vivência da missa e de cada uma de suas partes!
Em resumo: para comungar, é preciso estar em graça de Deus. Mas, mesmo estando, nunca somos dignos de receber Jesus. Isso não é um obstáculo para comungar, mas a dignidade do sacramento exige que procuremos nos tornar o mais dignos possíveis.
Fonte:Aleteia

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Católicos aguardam criação da Diocese do Recôncavo

                                      Futura Igreja Catedral da diocese de Cruz das Almas



Decorridos mais de trinta anos, um antigo sonho dos católicos do Recôncavo está prestes a se concretizar com a criação da diocese com sede em Cruz das Almas. Até agora, a região estava sob administração apostólica da Arquidiocese de Salvador.
Para os católicos, esta é uma reivindicação de relevância devido aos desejos de mais atenção e de contar com um bispo local, uma vez que o Recôncavo é uma região com características específicas e independentes da capital.
A nova diocese reunirá 12 paróquias, distribuídas em 10 municípios: Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Cruz das Almas, Governador Mangabeira, Maragojipe, Muritiba, Santo Amaro, São Félix, Saubara e Sapeaçu.
O pedido para a criação da diocese do Recôncavo foi encaminhado ao Vaticano e deverá ser promulgado ainda esse ano. Todas as cidades que compreenderão a diocese já se mobilizam na arrecadação de fundos que viabilizem a infra-estrutura necessária para sua criação.
Entre as obras previstas, estão a adaptação da futura igreja catedral, a construção da cúria, da casa que abrigará o bispo local, além do seminário e do centro pastoral. A primeira etapa da ampliação da Igreja Matriz de Cruz das Almas já foi concluída e esse mês deve ser iniciada a construção do bispado.
Importância
Para o prefeito de Cruz das Almas, a instalação da diocese do Recôncavo é significativa não só para as comunidades católicas, mas para os moradores da região, pelo reflexo que uma instituição como essa promove nas cidades.
Segundo Josefa Moreira, 67, moradora de Muritiba, a diocese do Recôncavo representa a preocupação da Igreja em atender melhor a porção do povo de Deus que vive aqui. “É um antigo sonho que finalmente será concretizado”, afirma.
A diocese contribuirá para o processo de descentralização das atividades pastorais e evangelização das pessoas que vivem na região. A padroeira da diocese do Recôncavo será Nossa Senhora do Bom Sucesso, titular da cidade de Cruz das Almas.
Para o padre Cid José, de Cachoeira, a importância da criação de uma diocese para o Recôncavo se dá pela possibilidade de uma atuação mais direcionada. “Com a nova diocese poderemos pensar num trabaho pastoral voltado para a realidade do Recôncavo”, argumenta.
Fonte: UFRB

sexta-feira, 25 de março de 2016

Perseguições: Vândalos depredam imagem sacra em ponto turístico de Itanhaém



Vândalos depredaram uma imagem sacra na gruta de Nossa Senhora de Lourdes, atração turística de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. O ataque foi constatado por turistas que procuraram o local no sábado, 3. A imagem que, segundo a tradição católica, representa Santa Bernadette, teve a cabeça arrancada. Um posto de informações turísticas instalado no acesso à rocha conhecida como Cama de Anchieta, por ser o local onde o padre José de Anchieta costumava meditar, foi pichado.
Os vândalos teriam jogado pedras contra a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, instalada na gruta, mas não conseguiram quebrá-la. O monumento reproduz uma passagem da tradição católica em que Maria, a mãe de Jesus Cristo, teria aparecido à camponesa Bernadette Soubiroux, em uma gruta, no interior da França, em 1846.
Bancos e luminárias da praça no entorno também foram danificados. A Polícia Civil tentará identificar os autores do vandalismo. No local, que fica no Morro do Paranambuco, entre as Praias dos Sonhos e do Cibratel, não há câmeras de monitoramento.
A prefeitura informou que, embora faça parte do circuito turístico oficial do município, a área da gruta é particular e será feito contato com o proprietário para recuperação da imagem. Os outros bens afetados serão reparados.
Segundo a prefeitura, atualmente dez monumentos da cidade estão sendo restaurados devido a atos de vandalismo. Recentemente, foi danificado o busto de Martim Afonso de Souza, na Praça Carlos Botelho. A prefeitura informou que faz campanhas contra o vandalismo e pede à população que denuncie as ações à Guarda Municipal.
Fonte: Jornal A Tarde

sexta-feira, 18 de março de 2016

Por que Maria, modelo de mãe, têm tantos títulos?




Nossa Senhora é uma só, a Mãe de Jesus, Mãe de Deus humanado; mas o povo católico, e também a Igreja, lhe deu muitos títulos, em vista da devoção a ela. É uma forma natural que seus filhos encontraram para homenagear a única Mãe e Senhora, e mostrar-lhe a confiança em sua intercessão materna.
Ela é a Mãe da Igreja, é Mãe de cada batizado, pois Jesus nos deu aos pés da Cruz, instantes antes de Sua morte: “Mulher, eis aí o teu filho!” (João 19, 25-26).




O Concílio Vaticano II disse que: “Assunta aos céus, ela não abandonou esta salvífica função, mas por sua multíplice intercessão continua a granjear-nos os dons da salvação eterna. 
Por seu maternal amor, cuida dos irmãos do seu Filho que ainda peregrinam rodeados de perigos e dificuldades, até que sejam conduzidos à feliz pátria. Por isto a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Protetora, Medianeira. Isto, porém, se entende de tal modo que nada diminua, nada acrescente à dignidade e eficácia de Cristo, o único Mediador. Com efeito, nenhuma criatura jamais pode ser colocada no mesmo plano do Verbo Encarnado e Redentor” (Lumen Gentium, nº 62).

O Papa Paulo VI em sua Exortação Apostólica “Signum Magnum” (nº 1), escreveu: “A Virgem continua agora no céu a exercer a sua função materna, cooperando para o nascimento e o desenvolvimento da vida divina em cada uma das almas dos homens redimidos”.

Por ser Imaculada (concebida sem pecado), sempre Virgem, Mãe de Deus e Assunta ao céu, o povo católico no mundo todo a homenageia com uma quantidade inumerável de títulos. Alguns ligados aos lugares em que Ela aparece: Aparecida, Guadalupe, Lourdes, Fátima. Outros títulos ligados a devoções: Nossa Senhora da Agonia, do Bom Parto, da Boa Morte, do Perpétuo Socorro...Outros títulos ligados à sua glória: Nossa Senhora da Assunção, Imaculada, Rainha dos Anjos, dos Santos, dos Mártires, dos Confessores, Advogada, Medianeira, etc.

O Ofício da Imaculada e a Ladainha Lauretana, dão-lhe títulos abundantes, baseados na Bíblia: Trono do Grão Salomão, Arca da Aliança, Porta do Céu, Torre de Marfim, Refúgio dos Pecadores, Consoladora dos Aflitos, Auxílio dos Cristãos...

Na verdade, são incontáveis tantos títulos que a Igreja e o povo de Deus lhe conferem, expressando maravilhosamente sua devoção a Ela. Sem dúvida o Coração de Jesus se alegra com isso. Quem não gosta de ver sua mãe exaltada? A cada invocação que o povo lhe dirige, a cada lágrima que se derrama a seus pés, a cada súplica que lhe chega ao Coração, a boa Mãe nos socorre como no caminho do Calvário consolou Jesus.

Fonte: Padre Lopes Pinto

sexta-feira, 11 de março de 2016

Papa encontrou tabeliã dos EUA que rejeitou casamento gay

Segundo advogado da mulher, Francisco deu palavras de encorajamento.
Vaticano confirmou encontro nesta quarta.

Da Reuters
A tabeliã Kim Davis citou crenças religiosas para justificar sua recusa em realizar cerimônias homossexuais nos Estados Unidos (Foto: REUTERS/WLEX/LEX18.com)A tabeliã Kim Davis citou crenças religiosas para justificar sua recusa em realizar cerimônias homossexuais nos Estados Unidos (Foto: REUTERS/WLEX/LEX18.com)
O Papa Francisco se encontrou secretamente com uma tabeliã do Estado norte-americano do Kentucky que foi presa por se recusar a emitir licenças matrimoniais para casais gays, e disse palavras de encorajamento, afirmou o advogado da mulher.
Após se esquivar do assunto, o Vaticano confirmou que o encontro ocorreu. “Não vou negar que o encontro aconteceu, mas não tenho comentários a fazer”, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.
 O relato do encontro aconteceu após Francisco amplamente evitar falar sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo durante sua visita histórica aos Estados Unidos, onde discursou para o Congresso, se encontrou com moradores de rua e pediu para o país receber imigrantes.
O Papa, falando a repórteres durante voo de volta para casa após sua viagem de 10 dias por EUA e Cuba, disse que autoridades do governo têm o "direito humano" para recusar um trabalho caso sintam que isso viole sua consciência.
Staver, cuja cliente foi presa por cinco dias em setembro por se recusar a acatar uma ordem judicial para emitir licenças para casamentos de pessoas do mesmo sexo de acordo com a ordem da Suprema Corte, disse à CBS que sua equipe não quis revelar o encontro até o momento para evitar interferências com a mensagem do papa durante sua visita.
"Não queríamos que a visita do papa fosse ofuscada por Kim Davis", disse Staver durante uma entrevista à emissora. Durante o encontro, o papa disse a David para "ser forte", acrescentou Staver.
Após a entrevista, o porta-voz chefe do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que não iria confirmar ou negar o relato e que não havia mais comentários - o é incomum para o Vaticano, que normalmente emite confirmações ou negações. O Vaticano acabou confirmando o encontro.
Fonte: G1.com

sexta-feira, 4 de março de 2016

Paróquia paulistana acolhe refugiados de todo o mundo

São haitianos, sul-americanos, africanos e árabes que trazem na bagagem histórias de sofrimento, perseguição e angústia. Em solo brasileiro, buscam pelo sonho de uma nova vida, de conseguirem um emprego, de constituírem uma família, ou de, ao menos, viverem em paz. Com o auxílio de três padres da ordem dos scalabrinianos, e outros muitos colaboradores e voluntários, esses migrantes tentam um recomeço de forma digna.

Esse trabalho desenvolvido pela Missão Paz acolhe imigrantes de diversas nacionalidades, sem nenhuma forma de distinção, desde o fim da Primeira Guerra Mundial. Cerca de 110 leitos são disponibilizados pela Casa do Migrante, além de refeições e local para banho. Só nos primeiros cinco meses do ano, mais de 2.500 pessoas passaram pelo espaço.
Foto de: Allan Ribeiro / JS
Missão Paz_2 - Allan Ribeiro JS
Haitianos passam por palestram intercultural antes
de serem encaminhados aos empregadores
O índice elevado acompanha o movimento migratório em todo o país ao longo dos anos. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), com base em dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), o número de solicitações de refúgio no Brasil cresceu de 566 em 2010 para 12 mil no ano passado. A professora de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Cláudia Alvarenga Morconi explica que o aumento expressivo de imigrantes nos últimos anos, diz respeito aos fluxos oriundos principalmente da Síria e do Haiti.
Nos braços do diretor da Casa do Migrante, padre Antenor Dalla Vecchia, que muitos dos acolhidos encontram amparo. Ele ressalta que a Missão tem um papel importante, pois dá a esses povos a possibilidade de vislumbrarem um novo horizonte, tanto do ponto de vista de documentação como o de terem quem os escutem.
“Acredito que é a oportunidade que nós temos como nação, sociedade civil e Igreja, de dar um passo a mais, percebendo que essas pessoas não são ameaças, pelo contrário, são pessoas que vem para somar, acrescentar a essa sociedade que já é constituída pelas mais diversas nacionalidades do mundo”, salienta o sacerdote que ainda ressalta que a Igreja deve ser a primeira a se abrir a essa realidade.
O nigeriano Ejime Matthew Aciholor, de 30 anos, veio ao Brasil em busca de paz. Como refugiado há quatro meses, ele conta que vivia uma vida normal, como bancário, no estado de Delta, ao sul do país. Mas, com a perseguição aos cristãos pelo grupo radical islâmico Boko Haram, Ejime viu como única alternativa abandonar suas raízes.
“Meu objetivo é ter uma vida calma aqui. Gosto muito do Brasil e quero viver aqui o resto da vida. O país é muito calmo e pode-se viver normal”, afirma otimista o nigeriano. Hoje o migrante passa por cursos para apreender português e assiste a palestras para se inserir no mercado de trabalho.
Semanalmente, voluntários lecionam língua portuguesa e ministram palestras interculturais em francês, espanhol e inglês. Como exigência para concorrer a uma vaga de emprego, os frequentadores do centro de apoio no Glicério, devem participar dessas atividades.

Essa é uma maneira de, aos poucos, inseri-los na sociedade brasileira, ensinando-os hábitos e costumes sociais. Muitos saem de seu país de origem com a perspectiva de que o Brasil é uma nação acolhedora e miscigenada, mas, ao chegarem, deparam-se com uma população preconceituosa. “Temos percebido algumas reações muito negativas, de xenofobismo, de preconceito, de resistências, como que rotulando essas pessoas de forma muito negativa”, diz o padre. 
Foto de: Allan Ribeiro / JS
Missão Paz_3 - Allan Ribeiro JS
Professores voluntários lecionam língua portuguesa
aos migrantes, visando à inserção desses estrangeiros
no mercado de trabalho
Em plena crise que o país atravessa, encontrar um emprego se torna um drama maior aos imigrantes. Depois do terremoto que assolou o Haiti, em 2010, Luckson Honorat, de 29 anos, buscou auxílio em São Paulo (SP). Encontrar novas oportunidades de trabalhar e aprender uma nova profissão foram os motivos que o trouxeram. Mas, ao chegar ao Brasil, percebeu uma realidade distinta. 
“É muito difícil achar trabalho e estudar, mas eu gostaria de voltar a estudar. No Haiti, estudava informática e aqui trabalho como pedreiro. Espero poder estudar, aprender coisas novas. Pretendo juntar dinheiro para voltar ao Haiti. Apesar de amar muito o Brasil, acho que esse é um país muito difícil. Além disso, há alguns brasileiros, não todos, que não respeitam os povos que vêm para trabalhar, para ajudar o país a crescer” desabafou o imigrante.
Os estrangeiros que passam pela casa conseguem emprego principalmente em setores como hotelaria, gastronomia, construção civil e serviços gerais. Muito além do dinheiro que precisam para as necessidades básicas de sobrevivência aqui, eles encaminham remessas aos familiares que ficaram na terra natal.
Os empresários que se interessam por contratar a mão de obra imigrante formalmente realizam uma capacitação. Os contratantes são sensibilizados sobre as principais dificuldades enfrentadas por esse povo, além da importância de um salário digno. Outro aspecto ressaltado às empresas é a questão da oferta de moradia provisória, tendo em vista que os refugiados não possuem fiador para alugarem um imóvel no país.
Além do eixo trabalho, o local se dedica a outras atividades. Os abrigados passam por atendimento religioso, psicológico, médico, odontológico e social. Eles recebem orientação de como conseguirem a emissão de visto, refúgio, carteira de trabalho, são informados sobre os direitos trabalhistas que possuem, entre outros aspectos. Os filhos dos migrantes também são matriculados na rede de ensino.
Fonte: A12.com

Pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos

WALSINGHAM - Em um acontecimento pouco comum na  Igreja  Católica, pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos....