sexta-feira, 17 de maio de 2013

Igreja Católica deixa de cobrar taxas de fiéis no Piauí


A Diocese de São Raimundo e a Paróquia de São João batista aboliram as taxas e faz opção pelo dizimo e as ofertas.
Desde de outubro de 2010 nenhum fiel da paróquia de São João Batista, aqui no município de São João do Piauí, pagará taxas á igreja. Não pagará batizados, casamentos, intenções de missas e certidões, segundo informações do padre Alaércio Carvalho.




 O padre ainda disse que “A nossa igreja será sustentada com o dizimo e as ofertas dos fiéis” .
Padre Alaércio Carvalho diz que o fiel decidido a ser dizimista deve procurar a Secretaria Paroquial, ou alguém da pastoral do dizimo, ou o plantão do dizimo na Igreja Matriz durante as celebrações, e nas comunidades devem procurar alguém da pastoral.
O Padre disse também que a paróquia fará uma celebração especial no terceiro domingo de cada mês que será denominada “O dia do dizimo“. O religioso esclareceu que 50% do dízimo fica na capela e o restante é destinado à sede, que o administra e aplica conforme a determinação do pároco e do conselho econômico.

Uma sábia decisão do Padre Alaércio Carvalho junto com a Diocese, o estado fez a sua parte em determinar que os cartórios façam o registro de nascimento grátis. Além do mais devemos, digo como católico, ter consciência que a igreja tem despesa, quando chegamos à igreja sempre vemos ela limpa, ornamentada, com ventiladores funcionando,paramentos litúrgicos,velas,lâmpadas,água para beber e outros mais, não podemos deixar de nos conscientizarmos que isso custa para a paróquia. Paróquia que também tem funcionários como secretária, cozinheiras, zeladoras e etc.

Hoje a maioria das igrejas, digo religiões, cobram, isso mesmo, cobram o seu dizimo, isso em algumas sendo obrigatório os 10%. A Igreja Católica deixa o fiel à vontade para doar como dízimo o quanto ele achar conveniente. Nada contra a metodologia de qualquer credo ou religião, nada contra a opção de cada um. Todos nós temos a opção de seguirmos a religião que acharmos melhor, além disso, o Brasil é um pais laico.

As outras dioceses e Paróquias podem tomar como exemplo essa metodologia de nos mantermos apenas com o dízimo e as ofertas e deixarmos de sermos rotulados como vendedores de sacramentos.  

Fonte: Pé de Figueira 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Como viver bem o Ano da Fé?


Porta Fidei – Um itinerário espiritual a ser seguido

No 'Ano da Fé', somos convocados a reavivar a chama da fé em nosso coração, em nossa caminhada de cristãos. Em uma sociedade secularizada, que, aos poucos, vai perdendo as raízes da sua própria identidade cristã, a Carta Apostólica do Papa Bento XVI, Porta Fidei, é um convite a retornamos às nossas raízes e, assim, vivenciarmos um tempo novo. 




Nesta Carta Apostólica, o Papa Bento XVI apresenta um itinerário espiritual que nos ajuda a vivenciar o 'Ano da Fé' com intensidade e profundidade. Eis o caminho espiritual proposto pela Carta ApostólicaPorta Fidei: 

Primeiro passo: acesso exclusivo ao amor de Deus. “A Porta da Fé (cf. At 14, 27), que nos introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós” (PF, 1). Por meio da fé temos acesso exclusivo a uma vida de intimidade profunda com Deus. 

Segundo passo: ajudar nossos irmãos e irmãs a atravessarem o deserto da secularização para que encontrem Jesus Cristo, fonte da vida que sacia todas as sedes. “A Igreja, no seu conjunto, e os pastores nela, como Cristo, devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida em plenitude” (PF, 2). Muitos se encontram peregrinando por um deserto sem vida. A fé que cultivamos em nosso coração ajuda-nos a sermos guias para quem se encontra sedento de Cristo.

Terceiro passo: rezar a Palavra de Deus na vida. "Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos” (cf. Jo 6, 51), (PF, 3). Na Palavra de Deus e na Eucaristia encontramos o alimento necessário que sustenta nossa alma. É preciso rezarmos essa Palavra em cada momento de nossa vida. 

Quarto passo: testemunharmos o amor de Deus. “A renovação da Igreja realiza-se também por meio do testemunho prestado pela vida dos crentes. De fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou” (PF, 6). Nossa vida deve irradiar a Luz da Palavra de Deus. Somente quem foi iluminado pela Palavra pode testemunhar uma vida de luz. 

Quinto passo: converter-se no Senhor. “O Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo” (PF,6). É necessário reacender a chama do nosso primeiro amor por Cristo. E esta chama só poderá ser acessa se nos convertermos novamente.

Sexto passo: abandonar-se nas mãos de Deus. “Só acreditando que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior, porque tem a sua origem em Deus” (PF, 7). Geralmente, queremos que seja feita a nossa vontade, mas poucas vezes nos abandonamos nas mãos de Deus. Viver o 'Ano da Fé' é abandonar-se inteiramente nas mãos do Senhor. Confiarmos a Ele nossa vida e tudo o que temos e somos.

Sétimo passo: redescobrir o valor da Profissão de Fé. “Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária para não esquecerem o compromisso assumido com o Batismo” (PF, 9). A oração do Creio deve voltar a fazer parte das nossas orações. É preciso aprofundar naquilo que cremos. 

Oitavo passo: estudar o Catecismo. “Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II” (PF, 11). No Catecismo da Igreja Católica, encontramos alimento seguro para as questões da fé que nos inquietam. É preciso saber responder: Por que eu creio? Em que eu creio? 

Nono passo: desenvolver a caridade na vida. “O 'Ano da Fé' será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: ‘Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade’” (1 Cor 13, 13) (PF, 14). A caridade nasce do amor, ela é o amor em ação na vida. 

Décimo passo: viver o 'Ano da Fé' como um itinerário espiritual. “Possa este 'Ano da Fé' tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro (PF, 15). Temos a nossa disposição um programa de vida espiritual rico e profundo para crescermos na fé e no amor a Cristo e a Igreja. 

Fonte: Canção Nova 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O Sacerdote que cuida de ex-detentos


Então, eu acho que a pessoa que pratica a caridade, com suas virtudes, é muito acima do que ficar rezando o dia todo. Deus precisa muito mais, afinal, o segundo maior mandamento de Deus, qual é? Amar o próximo como a si mesmo”, declara o Padre Jocelir.


Principalmente quando o próximo precisa de perdão e de uma nova chance. Como Edgar e Genivaldo, que agarraram a mão estendida pelo padre.
"O problema do preso é o seguinte: o preso, quando ele ganha liberdade, ele sai na rua e não tem a confiança de ninguém. Ele não tem a confiança de ninguém. Então, o padre, ele foi a pessoa que já foi abrindo as portas pra mim”, diz Genivaldo Santana, serralheiro.
"Quando você se sente útil, você se sente necessário. Isso aí é um combustível para você trabalhar. Para você viver”, diz Edgar de Jesus, mecânico.
O padre deu uma força até na vida afetiva. Os dois reencontraram o amor dentro da igreja.
"Eu nunca tive preconceito dele, isso jamais passou pela minha cabeça. Porque as pessoas me criticavam, sabe? ‘Ah, você não merece uma pessoa assim, você merece coisa melhor’”, declara Ana Aparecida dos Santos, aposentada.
“É sempre aquela palavra forte, né, se envolvendo com ex-presidiários, como se eles não fosse ninguém. E não é assim", conta Carla Cristina Lucindo, operadora de montagem.
Assim como Edgar e Genivaldo, centenas de presos em regime semiaberto já trabalharam nas obras do padre. Ajudaram a construir a própria igreja. E um centro social, no bairro mais pobre da cidade. Eles recebem um salário e têm a pena reduzida. A próxima obra, quando passar o período de chuva, será uma quadra poliesportiva.
A música tem papel fundamental nas missas. Os fiéis lavam a alma. Mas segundo o padre, o grande segredo está no acolhimento, com um toque bem pessoal. “O povo hoje quer muito, eu diria assim, de tocar. Hoje o povo tem necessidade. Já que vivemos no mundo do individualismo, que ninguém mais quer que se toque, esse toque faz diferença", declara o padre Jocelir.
Terminada a missa, o padre conversa individualmente com todas as pessoas que quiserem, o que às vezes entra pela madrugada. A fila é grande.
“É a verdadeira paz interior, vale à pena você ficar esperando. E já fiquei esperando até mais, né, Rê? E vale a pena mesmo, é muito bom. Sai daqui leve, livre, coração aberto", declara Lúcia Cristia Rúbio, desempregada.
Vendo o rebanho crescer, enquanto o número de católicos diminui, o padre acredita que a fé está acima das igrejas. "Vou ser bem sincero. Eu não vejo a Igreja evangélica como rival. Por quê? Primeiramente nós não temos Deus em uma gaiola como só nosso. Deus é de todas as religiões. Então, muitas vezes, ‘ah, vou virar evangélico’. Louvado seja Deus, se você vai viver uma coerência, seja evangélico. É melhor ser um bom evangélico do que um péssimo cristão. Porque não basta simplesmente dizer ‘eu sou cristão  Mas você participa? Não. Vai à Igreja? Não. Você vai à missa? Não. Você ajuda? Que cristão que é?", indaga o Padre Jocelir.
Fonte: Globo Repórter 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Padre Aírton: Voto de Pobreza


Uma vida dedicada ao próximo. Um templo a céu aberto, em Arcoverde, no sertão de Pernambuco. O padre que celebra cantando, debaixo do umbuzeiro, acredita que para chegar perto de Deus é preciso mais do que orações. “Evangelizar sempre com a própria vida e, se possível, algumas vezes, com palavras”, diz o padre Aírton Freire.

O padre Aírton é exatamente assim: vive o que prega. Ele decidiu ser um cristão na essência, na caridade, na fraternidade e na humildade.
Foi em uma casa pequena, de taipa, cercada pela caatinga, que o padre Aírton escolheu para morar. É um lugar de isolamento e extrema simplicidade. Não tem luz elétrica nem água encanada.
A casa tem poucos móveis. A cama foi construída com galhos da região. Uma rede, ao fundo o banheiro, um pote d’água, e a decoração é com quadros de Nossa Senhora e de Jesus Cristo. Sempre que anoitece o padre para essa casa, onde ele dorme poucas horas por noite: entre duas e três horas apenas.
“Eu passo o dia ajudando, ouvindo. Eu sou um padre que escuta. Mas eu preciso depois me recolher à minha casa de taipa, à minha capelinha em honra à Virgem Imaculada Conceição. Lá eu refaço as minhas forças”, declara o padre Aírton.
Houve um tempo em que ele balançou. Com dois anos de sacerdócio, a dúvida ocupou a cabeça e o coração do padre.
“Ser padre para quê? Eu conheci a rua do lixo em um momento tão difícil e, à partir daquele momento, eu disse: ‘Eu encontro sentido vivendo para eles, com eles, à partir deles, tendo cristo como a centralidade da minha vida’”, conta o padre.
A rua do lixo era o pior dos pesadelos. Mais de 200 famílias vivendo na miséria e no abandono nos anos de 1980. “As casas eram tudo coberto de lata, de papelão. Não tinha água encanada, não tinha energia”, conta a voluntária Maria de Fátima Oliveira.
Gente e animais disputavam as sobras. Todos se alimentavam e se vestiam com o que os outros jogavam fora. “Eu fiquei tão emocionado, tão emocionado quando vi as pessoas catando lixo, quebrando pedra, uma criança gritando: ‘Pelo amor de Deus eu estou com fome’”, conta o padre.
O padre se mudou para a comunidade e juntou as preces às ações, inspirado num lema.
O antigo lixão ficou no passado. Hoje a rua do lixo segue em direção a um futuro mais digno para os seus moradores. O endereço virou um símbolo de transformação e um exemplo de que a fé move montanhas. Até mesmo as montanhas de lixo.
Nada de criança correndo atrás do caminhão de lixo. Agora elas vão para a escola, felizes da vida. E ainda têm cursos profissionalizantes, informática, e um maracatu que é uma beleza.
Os miudinhos frequentam a creche. Os mais idosos ganharam um endereço para chamar de lar. E a comunidade se mudou para casinhas de tijolo. Padre Aírton conseguiu tudo isso com o dinheiro de doações.
A fundação que ele criou também arrecada dinheiro. Mas a conta dificilmente fecha. E dá para ver o motivo.
Os planos de dar uma vida melhor aos moradores da região são ambiciosos. Trinta projetos sociais. A mais nova obra é inacreditável. Um centro de reabilitação para pessoas com deficiência física e intelectual, o mais bem equipado de Pernambuco. São atendidos mais de 200 pacientes por dia, de 14 municípios.
“Eu estou na minha quarta sessão de fisioterapia. Eu não sentava, só andava de maca, e hoje é o meu primeiro dia sentada”, diz a paciente Ângela Karina da Silva.
O sacerdote ainda arranja tempo para ouvir todos que o procuram. E são muitos em busca também de conselhos espirituais. Diante de tantas missões, de tantos desafios, como será que o padre Aírton se define? “Um homem que buscou e que encontrou a Jesus no meio dos pobres”, diz ele.
E devolveu aos pobres do sertão a alegria de viver.
Fonte: Globo Repórter 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Terra Santa Brasileira


No Vale do Paraíba, no meio do caminho entre São Paulo e Rio, uma pequena região é uma terra santa. Terra da Padroeira do Brasil e do primeiro santo brasileiro. E lá duas cidades crescem movidas pela fé de gente que chega de toda a parte para pedir e agradecer.
Em Aparecida, os romeiros repetem a via sacra, os últimos momentos da vida de Jesus Cristo.


Uma subida cansativa, mas Seu José Carlos foi até o fim, mesmo com um tumor no pulmão. “Posso estar sentindo falta de ar, mas me sinto aliviado e fortificado pela caminhada”, declara o gráfico José Carlos de Araújo.
“Essa dor na perna não é brinquedo, mas eu vou lá”, diz Maria Estela Fernandes de Barros, doméstica.
“Com esse mundo que vivemos hoje vale a pena tudo isso”, declara a aposentada Nair Pereira.
É no Rio Paraíba do Sul   que começa essa história de fé. Foi nas águas da região que a imagem de Nossa Senhora apareceu. Era uma época de poucos peixes. E quando os pescadores lançaram a rede em um ponto, encontraram o corpo da imagem de uma santa. E mais adiante, na curva do rio, lançaram a rede novamente e pescaram a cabeça da mesma imagem. Depois disso, peixe não faltou por lá. Era a imagem de Nossa Senhora da Conceição, que o povo passou a chamar de Nossa Senhora Aparecida.
A santinha do século XVIII está exposta na Basílica de Aparecida, a maior do mundo em louvor à Nossa Senhora.
O numero de fiéis que visitam o Santuário só aumenta. No ano passado, foram mais de 11 milhões. E ninguém sai de lá sem rezar aos pés da padroeira.
E dependendo do dia que se vai à Aparecida, para conseguir ver a imagem da santa de perto tem que enfrentar uma multidão.
“Quando eu venho aqui, parece que eu estou no céu. Para mim é uma coisa tão gostosa”, declara Maria de Fátima Moura da Silva.
“Eu não andava. Essa perna minha não tinha movimento. Aí fiz um pedido pra Nossa Senhora e graças a Deus fui atendido”, conta um homem.
Quantos agradecimentos guarda essa basílica monumental. A gente vê que muita gente traz as próprias joias, brincos, correntes, cruxifixos, relógios e há outras pessoas que preferem trazer uma foto. E todas as fotos também estão expostas. O teto é forrado de fotos de pessoas que tiveram seus pedidos atendidos.
A cidade vizinha também é movida pela esperança. Guaratinguetá, terra de Frei Galvão, o primeiro brasileiro a se tornar santo.


Há quem busque cura na água da fonte, ao lado da casa onde ele nasceu.
Mas o Frei Galvão ficou famoso mesmo por causa das pílulas de oração. O Frei, que viveu no século XVIII, ia de casa em casa rezando e levando conforto aos doentes. E quando já não dava mais conta de tantas visitas, ele decidiu escrever orações à nossa senhora e enviar a quem precisasse delas. Assim, surgiu a pílula contra os males do corpo e da alma.
“E com isso foi aumentando cada vez mais a fé naquela pílula como se fosse um remédio”, conta o padre Narcir Jacinto Braga, da catedral de Santo Antônio.
As orações escritas em pequenos pedaços de papel continuam a ser distribuídas, mas hoje o santo conta com a ajuda de muitos fiéis. Só aqui, no segundo andar da igreja em que Frei Galvão foi batizado, mulheres conseguem produzir 100 mil pílulas por mês.
Repórter: Todos os dias vocês estão aqui?
Dona Ondina Aparecida Kalil: De segunda a sábado.
Repórter: Quantas horas por dia?
Dona Ondina Aparecida Kalil: Cada um dá as horas que pode. De uma até cinco horas, cinco e meia.

Todas são voluntárias, mas tem até caderno de ponto. As orações em papel comestível são cuidadosamente enroladas. Há 14 anos é Dona Ondina quem corta os papeizinhos. “Mão de velha, mas não tem calo”, diz Dona Ondina.
De três em três, eles vão os para saquinhos com a imagem do santo e a novena. “É a fé que cura”, declara Maria Conceição Tristão.
Trabalho de paciência e dedicação ao santo.
Mesmo quem já foi agraciado volta para buscar mais pílulas. Desde a cirurgia bem sucedida do filho, muito tempo atrás, Benedito passa todo dia na igreja antes do trabalho. A gratidão é para toda a vida.
Repórter: Faz 16 anos.
Benedito José Gonçalves: 16 anos.
Repórter: E todos os dias você vem à igreja agradecer.
Benedito José Gonçalves: Agradecer.
Repórter: Essas lágrimas são do quê?
Benedito José Gonçalves: De emoção, de muita fé que eu tenho nele.

Fonte: Globo Repórter 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Beatificação de Nhá Chica - Filha de Escrava


O que aconteceu com uma mulher a medicina não explica. De uma hora para outra, o problema no coração desapareceu.
“Ele disse assim: Eu não sei dizer o que aconteceu com a senhora. A hipertensão pulmonar da sra caiu, a senhora está curada”, conta Dona Ana Lucia, professora aposentada.
Em 1995, aos 50 anos, Dona Ana Lucia perdeu a visão por alguns minutos. Foi um sinal de alerta.
“Fiz ressonância magnética, fiz eco, fiz todos os exames e eles descobriram que o que havia comigo era um defeito congênito. Era preciso fazer urgentemente uma cirurgia cardíaca”, declara Dona Ana Lucia.
Três dias antes da data marcada, o rumo dessa história mudou completamente. Dona Ana Lúcia teve febre e ligou para o cardiologista.
“Pelo menos sete dias a gente vai aguardar passar essa infecçãozinha para voltar marcar emSão Paulo. Mas desse dia em diante eu me agarrei demais em Nhá Chica. Falei: ‘Nhá Chica, quem sabe a senhora vai salvar meu coração, a minha vida?’”, Dona Ana Lucia.
Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, é mostrada em um retrato. A única fotografia que existe da mulher simples, analfabeta, que dedicou a vida a ajudar os pobres e a rezar por todos.
Nhá Chica viveu em Baependi, uma cidade pacata do sul de Minas, com menos de 20 mil habitantes. A história da filha de escrava que atendia a todos os pedidos foi passando de boca em boca, de geração em geração. Por aqui todo mundo conhece alguém que conviveu com ela ou que recebeu uma graça. E agora essa fé em Nhá Chica também deve se espalhar pelo mundo.
O Vaticano já assinou o decreto de beatificação. A cidade se prepara e se enfeita para a cerimônia oficial, dia 4 de maio. É o primeiro passo para a santificação de Nhá Chica.
“Um dia a Igreja iria reconhecer essa mulher negra, saída da barriga de uma mãe escrava, a santidade dessa mulher que viveu na senzala até seus oito anos. Tem pessoas que não sabem nem pedir. Que chegam aqui e apenas abrem o braço diante da Nhá Chica, então é muito bonito isso para nós. O que representa: a exaltação mais uma vez dos humildes. Deus escolhe sempre os humildes”, irmã Claudine Riveiro, diretora da Associação Beneficente Nhá Chica.
Ao lado da casa onde morava, Nhá Chica construiu uma capela em homenagem à Nossa Senhora da Conceição. Demorou 30 anos para concluir a obra com dinheiro de esmolas. A capela foi demolida e, no mesmo lugar, foi erguida uma igreja maior, que já ficou pequena para a quantidade de devotos da santa de Baependi.
Todo fim de semana é assim. Gente da região, ou que vem de longe.
“Chegamos com os pés arrebentados, mas para a gente isso pouco importa. Quatorze horas de caminhada”, declara José Lafayete Ribeiro, aposentado.
Não importa o meio de transporte. Se é moço ou velhinho. Cada um tem um motivo para estar aqui.
“Eu parei de beber. Então eu tenho uma satisfação muito grande por ela”, conta o jardineiro Amauri Batista da Rocha.
A maioria dos pedidos e agradecimentos é feita, assim, de joelhos, ao lado do túmulo onde até hoje estão os restos mortais da santinha da cidade.
E não se pede só a cura de doenças não. Para os moradores, ela também ajuda a recuperar objetos e animais perdidos. E faz até instrumento voltar a funcionar. Dizem que quando o órgão comprado por Nhá Chica para a igrejinha chegou, não tocava de jeito nenhum para a frustração dos fiéis.

“Ela pediu que esperassem, rezou, voltou e disse para os presentes: ‘O órgão não está estragado. Nossa Senhora quer que ele toque na sexta-feira às três da tarde, na hora da agonia de Jesus. Aí a curiosidade aumentou. Ela vem, o povo vem, comparece na sexta-feira e, de fato, quando o maestro pôe a mão no teclado, conseguiu tocar o órgão. Ele não tinha estragado”, conta Yolanda Aparecida Fernandes, advogada.
E até hoje está funcionando.
Mas o milagre decisivo para que Nhá Chica fosse considerada beata foi o de Dona Ana Lúcia. Seis meses depois da febre que impediu a cirurgia, ela repetiu os exames pré-operatórios. Era uma sexta-feira, três horas da tarde. Dia e horário em que Nhá Chica costumava rezar com mais fervor para Nossa Senhora.
“O médico demorou comigo na sala duas horas. E eu me sentia perdida com essa demora toda. ‘Será que estão descobrindo mais coisas em mim? Nhá Chica me ajuda’. Ele disse: ‘Dona Ana Lucia, a senhora foi operada’. Eu comecei a chorar. ‘Foi ela, foi Nhá Chica’. Eu não podia me conter. A senhora não pediu ao Chico Xavier, não fez cirurgia espiritual? Falei: ‘Não, só pedi para a santa de Baependi’. Entrei na primeira igreja que eu encontrei, agradeci a Nhá Chica de todo meu coração”, conta Dona Ana Lucia.
Fonte: Globo Repórter 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A Igreja Católica rumo a uma nova evangelização!!!


Dentro de pouco tempo, o novo Papa pisará em solo brasileiro: sua primeira grande viagem.




Será que a igreja já começou a mudar por causa dele?


Naquele 13 de março, quando o nome do novo Papa foi anunciado, o silêncio tomou conta da praça vaticana. Mas a visão daquele homem de aparência bonachona já sugeria a chegada de um Papa popular e paterno.
Nos dias seguintes, insistindo com a sua cruz de ferro, rejeitando as roupas de luxo, o carro de luxo, o apartamento de luxo e afastando a imagem e a solidão de um papado monárquico, o novo pontífice começava o seu trabalho por uma igreja humilde.
O vaticanista e teólogo, Gianfranco Svidercoschi, acredita que a verdadeira revolução do Papa Francisco é por uma nova mentalidade. Não se pode mudar a  estrutura de uma igreja sem antes mudar a cabeça das pessoas. Com o seu "falar" evangelico, ele está oferecenedo uma nova linguagem. Ele está mudando o coração das pessoas.
Em uma das reuniões do colégio cardinalício, antes das eleições, o então cardeal argentino Jorge Bergoglio, com apenas duas páginas escritas à mao, teria feito uma apresentação arrebatadora da sua ideia de igreja.
Os fundamentos do seu pontificado estão em uma igreja que saia de si mesma e vá para as periferias, não apenas geográficas, mas também existenciais. Quando a igreja não sai de si mesma para evangelizar, torna-se auto-referente e adoece.
Bergoglio afirmava que os males que infectaram as instituições eclesiásticas possuem uma raiz numa espécie de narcisismo teológico.
A coerência com a qual sempre viveu, na parte pobre de Buenos Aires, o teria ajudado a chegar à liderança da igreja e a quebrar protocolos, a negar a pompa vaticana, a se misturar com as pessoas e a beijar os pés de presidiários, ontem, na cerimônia do lava-pés da Quinta-feira Santa.
O mundo Católico espera as reformas do Papa Francisco e a sua nova evangelização.

Fonte: Globo Repórter 

Pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos

WALSINGHAM - Em um acontecimento pouco comum na  Igreja  Católica, pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos....